Resumo
Tomás Barroso, vice-presidente do Benfica para as modalidades, fez um balanço da temporada 2025/26, destacando a partilha de responsabilidades na gestão de treinadores e equipas. Barroso sublinhou que a estrutura das modalidades também será responsabilizada por resultados negativos, evocando a importância de um compromisso genuíno com o clube. O dirigente elogiou as conquistas femininas e expressou a ambição de evolução positiva nas equipas masculinas, apesar de não terem alcançado o pentacampeonato no basquetebol. Destacou ainda a mudança de ciclo no voleibol e a chegada de novos treinadores, como Anders Hallberg no andebol masculino. A saída de Paulinho Roxo, campeão de futsal feminino, foi justificada pela falta de alinhamento com o clube, enfatizando que nada deve sobrepor-se ao benfiquismo.
«O Benfica não será um cemitério de treinadores comigo. Quando decidimos e quando preparamos uma época, preparamo-la em conjunto e as decisões são partilhadas. Portanto, a responsabilidade também tem de ser partilhada. Um treinador é responsável, sim. Eu sou o responsável máximo e assumirei sempre essa responsabilidade. Mas a estrutura também. E isto é um alerta para todas as estruturas das modalidades: a estrutura também será responsabilizada», disse.
Tomás Barroso, sucessor de Fernando Tavares na pasta das modalidades, recuou às eleições de outubro de 2025 para justificar estas alterações de treinadores.
«Quando recebi o convite do presidente Rui Costa para assumir estas funções, deixei muito claro e pude partilhar com ele as minhas preocupações relativamente às modalidades, nomeadamente aquilo que alguns ciclos, não só de treinadores, mas também de atletas e de equipas, poderiam impactar de forma negativa nos resultados das fases finais de época», recordou.
Quanto à temporada, Tomás Barroso faz um balanço de «muitas conquistas, mais conquistas do que derrotas».
«É verdade que muito a reboque daquilo que foram as equipas femininas, e os meus parabéns a elas. Nas equipas masculinas, no ano passado tínhamos ganho dois campeonatos em cinco. Neste ano queríamos essa evolução positiva, de conseguir três em cinco, o que não foi possível, pelo facto de o basquetebol não ter conseguido conquistar o pentacampeonato», sustentou.
Barroso afirmou que trabalhar no Benfica tem de ser visto como «um privilégio» e «não pode ser encarado como algo garantido». «É importante termos cada vez mais pessoas que sintam o Benfica e que vivam verdadeiramente e intensamente o Benfica. E era isso que eu gostava de passar. É esse o desconforto que eu quero criar nas estruturas», explicou.
No caso do voleibol masculino, Tomás Barroso diz que houve uma «mudança de ciclo» com a passagem de testemunho de Marcel Matz para Sakis Psarras, agradecendo a um dos «obreiros do pentacampeonato».
Já Anders Hallberg é o novo treinador do andebol masculino. «O Anders, que já ganhou, foi campeão da liga sueca e tem a mesma visão que eu e o Presidente temos para esta modalidade. É um treinador capaz de desenvolver talento jovem e tem um estilo de jogo atrativo, agressivo, de transições rápidas. E espero que isso também nos leve a mais conquistas, mas também nos leve a ter mais pessoas no pavilhão.»
Já Paulinho Roxo, que se sagrou campeão de futsal feminino, anunciou a saída no dia da conquista denotando algum mal-estar com a estrutura.
«Dois aspetos em relação a isto. Primeiro: fui informado, creio que em dezembro, pelo coordenador da modalidade, de que o treinador tinha uma proposta e tinha intenções de sair do clube. Eu disse que, naquele momento, não fazia sentido fazer essa alteração, mas que, no final da época, sim, iria sair, porque o Benfica não pode estar a contar com um treinador que não está alinhado com o clube. E, em segundo lugar, o Benfica ganhou. Foi um dia à Benfica. E nada nem ninguém se vai sobrepor a isso. Nada nem ninguém se vai sobrepor a um dia de benfiquismo. E, portanto, também por essa razão vai sair», atirou Barroso.
Fonte: TVI






