Resumo
O candidato da lista C às eleições do V. Guimarães, Viriato Sampaio, pede esclarecimentos sobre a contagem dos votos por correspondência, após perder por dois votos para a lista de Rui Rodrigues. Sampaio questiona a contabilização dos votos recebidos por correspondência, exigindo informações detalhadas sobre o processo eleitoral. Caso se comprove falhas, Sampaio defende a anulação das eleições e a repetição do ato eleitoral. A lista C critica a falta de recontagem dos votos no sábado e a assinatura das atas antes da contagem total. As eleições, que reuniram 6.642 votos, ocorreram devido à demissão do presidente em funções, António Miguel Cardoso, e não previam segunda volta.
Na noite de sábado, a lista D, liderada por Rui Rodrigues, recolheu 2.028 votos e a lista C, de Viriato Sampaio, 2.026, num sufrágio que incluiu ainda de Belmiro Pinto dos Santos e Júlio Vieira de Castro, o terceiro e quarto candidatos mais votados, respetivamente.
Em conferência de imprensa neste domingo, Sampaio considera que o presidente da MAG «não esclareceu as questões e dúvidas colocadas relativamente aos votos recebidos por correspondência», vincando que as informações transmitidas à lista apontam para a contabilização de 33 votos por correspondência entre 120 pedidos de sócios nessa condição.
«Torna-se indispensável que o Vitória esclareça quantos sócios solicitaram o exercício do voto por correspondência, quantos boletins de voto foram enviados a esses sócios, quantos boletins de voto foram recebidos pelo Vitória até ao início do ato eleitoral, solicitando evidência da hora do último levantamento nos CTT e quantos boletins de voto foram expedidos pelos sócios até 11 de junho e que possam ainda chegar ao Vitória até amanhã [segunda-feira].
Se se demonstrar que «pelo menos dois sócios do Vitória manifestaram interesse em votar por correspondência e que o clube não procedeu ao envio dos respetivos boletins de voto», que o Vitória «não levantou pelo menos dois boletins de voto enviados por sócios» ou «pelo menos dois boletins de voto cheguem ao Vitória até amanhã [segunda-feira]», Viriato Sampaio defende que o Conselho de Jurisdição deve «declarar a nulidade do ato eleitoral» e determinar a sua repetição.
A lista C considerou ainda que o facto de o presidente da MAG não impor uma recontagem no sábado demonstrou falta de «bom senso» e defendeu que as assinaturas das atas pelos elementos das quatro listas em cada uma das sete mesas de voto deveriam ter sido realizadas após conhecida a contagem global.
«Se quem estava na presidência de cada mesa tivesse consciência que, no final, ia haver uma diferença de dois votos, quer os elementos de cada mesa e o presidente da mesa iriam solicitar uma recontagem, não estando a dizer que a contagem teve problemas. Estou a dizer que o bom senso manda fazer isso. Faria mais sentido assinar as atas após estar realizada a contagem total», disse.
As eleições do V. Guimarães para o triénio entre 2026 e 2029 realizaram-se após a demissão do presidente ainda em funções, António Miguel Cardoso, e reuniram 6.642 votos, num emblema em que os estatutos atribuem um voto a cada sócio e em que não está prevista a realização de segunda volta em atos eleitorais.
Fonte: TVI
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