Resumo
Irão e Nova Zelândia empataram a dois golos no Grupo G, num jogo com contornos políticos devido ao conflito dos EUA e Israel com o Irão. Taremi foi capitão do Irão, com Just a marcar primeiro para a Nova Zelândia e Rezaeian a igualar para o Irão. Just bisou, mas Rezaeian assistiu Mohebi para o empate. Ambas as equipas têm um ponto, tal como Bélgica e Egito. Próximos jogos: Bélgica vs. Irão e Nova Zelândia vs. Egito. O lateral direito do Irão destacou-se com um golo e uma assistência, sendo uma figura discreta do Mundial. O jogo foi marcado pela guerra no Médio Oriente e pela dinâmica mediática dos EUA.
Na madrugada desta terça-feira, Taremi foi capitão e titular nos iranianos.
O marcador foi inaugurado ao sétimo minuto pelo extremo Elijah Just. Pelo meio, os neozelandeses improvisaram uma jogada de futebol de praia e não deram qualquer hipótese ao guardião Beiranvand.
A resposta do Irão surgiu aos 32 minutos, pelo lateral Rezaeian. Depois de construir da direita para o meio, o defesa aproveitou uma sucessão de passes curtos e ressaltos para restabelecer a igualdade.
Na etapa complementar, Just combinou com Chris Wood pelo meio, fletiu para a direita e devolveu a vantagem à Nova Zelândia. Além de se tornar o primeiro jogador dos escoceses do Motherwell a marcar num Mundial, o extremo é o primeiro neozelandês a bisar na prova.
Pouco depois, aos 64m, o lateral Rezaeian voltou a evidenciar-se, desta feita com um cruzamento à direita, que encontrou o cabeceamento certeiro de Mohebi. O ala não se acanhou nos festejos e fez o gesto de disparos.
A igualdade deixa Nova Zelândia e Irão igualados a um ponto com Bélgica e Egito. Na noite de domingo (20h), Bélgica e Irão medem forças na Califórnia. Já na madrugada de segunda-feira (02h), Nova Zelândia e Egito jogam em Vancouver, no Canadá.
Envolvido nos dois golos do Irão, ora com golo (1-1), ora com assistência (2-2), este lateral direito surge como a típica figura de um Mundial que é desconhecido pela maioria e joga no país natal. Nesta madrugada, o defesa de 36 anos também acumulou uma interceção, acumulou 31 passes – em 42 tentados – recuperou a bola por cinco vezes, acertou quatro cruzamentos (em 11) e ganhou sete duelos – em oito.
Este jogo esteve sempre em segundo plano, uma vez que a guerra no Médio Oriente domina as atenções há vários meses. Desde a hipotética desistência do Irão até ao arranque da prova, sem esquecer a viagem para o Ocidente. É a dinâmica mediática pretendida pelo presidente dos Estados Unidos, que certamente terá ficado satisfeito com as vaias ao hino do Irão na Califórnia. O jogo foi bem disputado – não propriamente vistoso – mas esteve sempre no segundo plano.
Fonte: CNN Portugal







