Resumo
A Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO) nega ter havido um "apagão generalizado" na Rede Única Nacional de Pagamentos, explicando que a falha parcial ocorrida devido à vandalização da fibra óptica foi prontamente resolvida, restabelecendo todos os serviços no mesmo dia. O incidente realça a importância da segurança das infraestruturas digitais críticas num contexto de crescente digitalização financeira, levando a SIMO a implementar medidas para reforçar a resiliência da rede. A entidade reafirma o compromisso de disponibilizar um sistema de pagamentos eletrónicos moderno e acessível a todos, sublinhando a necessidade de investimentos contínuos em redundância e coordenação entre operadores de telecomunicações e o setor bancário para garantir a estabilidade económica.
A Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO), entidade gestora da Rede Única Nacional de Pagamentos (SIMOrede), veio a público esclarecer que a recente indisponibilidade registada em alguns serviços de pagamento electrónico não configurou um “apagão generalizado”, contrariando informações inicialmente difundidas por alguns órgãos de comunicação social .
Segundo a Nota de Esclarecimento emitida em Maputo, a 19 de Fevereiro, o incidente ocorreu no dia 11 de Fevereiro de 2026 e traduziu-se numa indisponibilidade parcial da rede, causada pela vandalização deliberada da fibra óptica de alta velocidade, que provocou perda de sinal e comprometimento simultâneo da ligação redundante .
Impacto Circunscrito E Temporário
De acordo com a SIMO, a falha afectou momentaneamente alguns terminais ATM e POS de determinados bancos, não tendo representado paralisação total do sistema nacional de pagamentos electrónicos .
A entidade sublinha que, após a detecção do incidente, foram activados de imediato os procedimentos de recuperação, o que permitiu o restabelecimento integral dos serviços no mesmo dia.
Infra-estrutura Crítica Sob Pressão
O episódio expõe a vulnerabilidade das infra-estruturas digitais críticas num contexto de crescente digitalização financeira e massificação dos pagamentos electrónicos.
A SIMO indica que decorrem acções para implementação de mecanismos mais eficientes de resposta a incidentes semelhantes, reforçando a robustez e resiliência da rede .
Num sistema financeiro cada vez mais dependente da conectividade e interoperabilidade digital, a redundância tecnológica e a protecção física das infra-estruturas tornam-se factores estratégicos de estabilidade económica.
Confiança No Sistema De Pagamentos
A SIMO reiterou o compromisso de disponibilizar um sistema electrónico de pagamentos moderno, integrado e de acesso universal, com vista à massificação dos meios de pagamento electrónicos a nível nacional .
O incidente, ainda que circunscrito, reacende o debate sobre segurança das infra-estruturas críticas, necessidade de investimentos contínuos em redundância e coordenação entre operadores de telecomunicações e sistema bancário.
Num país que aposta na digitalização financeira como vector de inclusão económica, a resiliência da SIMOrede constitui peça central da arquitectura financeira nacional.
Fonte: O Económico





