InícioCulturaJANETH MULAPHA MARCA O DIA MUNDIAL DA DANÇA COM DUAS PERFORMANCES NO...

JANETH MULAPHA MARCA O DIA MUNDIAL DA DANÇA COM DUAS PERFORMANCES NO CCFM

[ai_summary timestamp="28/04/2026 às 10:32" summary="Maputo celebra o Dia Mundial da Dança com duas obras de Janeth Mulapha, no CCFM, destacando o corpo como linguagem principal e promovendo reflexão política e identitária. O evento, aberto ao público, destaca a dança como expressão artística universal, numa homenagem a Jean-Georges Noverre, criador do ballet moderno. "Nzula: Filhas do Índico" revisita a dança tradicional moçambicana, enquanto "Let’s Talk" explora o corpo feminino africano em contexto social, político e histórico. Mulapha, com uma carreira relevante na dança contemporânea, propõe uma abordagem contemporânea que reflete sobre identidade, género e memória. A iniciativa, em parceria com a Kinani Moz, destaca a dança como linguagem artística, política e social, promovendo o questionamento e a transformação no palco."]
Por: Virgilio Timana

A cidade de Maputo assinala esta quarta-feira, 29 de Abril, o Dia Mundial da Dança com a apresentação de duas obras da bailarina e coreógrafa moçambicana Janeth Mulapha, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), às 18h30. Aberto ao público, o evento propõe um diálogo entre tradição, identidade e reflexão política, tendo o corpo como principal linguagem.

A celebração insere-se numa efeméride internacional dedicada à valorização da dança enquanto expressão artística universal. Assinalado anualmente a 29 de Abril, o Dia Mundial da Dança foi instituído em 1982 pelo Conselho Internacional da Dança, ligado à UNESCO, em homenagem a Jean-Georges Noverre, considerado o criador do ballet moderno.

O espectáculo, a decorrer na Sala Grande, inicia com “Nzula: Filhas do Índico”, uma trilogia performativa inspirada no Tufo, dança tradicional moçambicana protagonizada por mulheres. A obra revisita as ligações entre corpo, território e memória ancestral, propondo uma abordagem contemporânea em que o corpo se afirma como arquivo vivo e espaço de resistência.

Na segunda parte, Mulapha apresenta “Let’s Talk”, um solo que explora o corpo feminino africano enquanto território social, político e histórico. A performance levanta questões ligadas à autonomia, herança cultural, sobrevivência e às persistentes dinâmicas coloniais no mundo contemporâneo.

Com um percurso iniciado no final da década de 1990, Janeth Mulapha consolidou uma carreira relevante na dança contemporânea, marcada por colaborações com coreógrafos de referência e por uma pesquisa artística centrada no corpo como lugar de inscrição de identidade, género e memória.

A iniciativa do Centro Cultural Franco-Moçambicano, em parceria com a Kinani Moz, reforça o papel da dança enquanto linguagem artística, política e social, afirmando o palco como espaço de questionamento, diálogo e transformação.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Primeira-Dama defende aprimoramento de mecanismos para a "sã convivência" no país

0
A Primeira-Dama da República defende o aprimoramento dos mecanismos para promover uma convivência saudável, apesar das diferenças de opinião na sociedade....
- Advertisment -spot_img