Resumo
Investidores aguardam sinais sobre evolução do conflito EUA-Israel-Irão, com incerteza geopolítica a afetar expectativas de política monetária global. Dólar oscilou devido à incerteza, enquanto euro e libra recuperaram ligeiramente. Mercados aguardam clareza sobre duração do conflito, com analistas a preverem prolongamento por meses. Guerra começa a influenciar expectativas sobre taxas de juro, com aumento dos preços da energia a pressionar inflação. Dólar australiano destaca-se nos mercados cambiais, atingindo nível mais alto desde 2022, devido a expectativas de subida das taxas de juro na Austrália. Conflito no Médio Oriente continua a influenciar mercados energéticos, cambiais e expectativas de política monetária.
Incerteza geopolítica mantém investidores cautelosos
O dólar norte-americano registou oscilações nos mercados cambiais internacionais esta quarta-feira, reflectindo a crescente incerteza em torno da evolução do conflito no Médio Oriente e os seus potenciais impactos na economia global.
Segundo a Reuters, investidores continuam atentos aos desenvolvimentos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão, num contexto em que sinais contraditórios sobre a possibilidade de uma resolução rápida do conflito têm alimentado a volatilidade nos mercados financeiros.
A moeda norte-americana havia registado uma valorização significativa no início da crise, impulsionada pela procura por activos considerados seguros e pela subida dos preços do petróleo, mas acabou por devolver parte desses ganhos à medida que os mercados começaram a ponderar um eventual desanuviamento da situação.
Euro e libra recuperam ligeiramente face ao dólar
Nos mercados cambiais, o euro registou uma ligeira valorização, negociando em torno de 1,163 dólares, afastando-se do mínimo de três meses atingido no início da semana.
A libra esterlina também avançou, situando-se perto de 1,344 dólares, enquanto o iene japonês manteve-se próximo de um mínimo de várias semanas face à moeda norte-americana.
O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana face a um cabaz de seis divisas de referência, recuou ligeiramente para 98,77 pontos, embora permaneça próximo dos níveis mais elevados observados nos últimos meses.
Mercados aguardam maior clareza sobre a duração do conflito
Analistas consideram que os mercados financeiros permanecem num momento de forte cautela, com muitos investidores a evitarem tomar posições significativas enquanto não surgirem sinais mais claros sobre a evolução da guerra.
Especialistas citados pela Reuters referem que a guerra poderá prolongar-se por vários meses, mantendo elevados níveis de incerteza nos mercados globais e dificultando a avaliação dos riscos económicos associados ao conflito.
Neste contexto, muitos operadores financeiros preferem adoptar uma postura de espera, aguardando novos desenvolvimentos antes de ajustarem as suas estratégias de investimento.
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Guerra começa a influenciar expectativas sobre taxas de juro
A escalada geopolítica também começou a influenciar as expectativas em torno das políticas monetárias das principais economias.
Segundo analistas de mercado, o aumento dos preços da energia associado à guerra poderá reforçar pressões inflacionárias em várias economias, levando alguns bancos centrais a reconsiderar trajectórias previamente esperadas de redução das taxas de juro.
Os mercados financeiros passaram, por exemplo, a reduzir as apostas em cortes adicionais de taxas por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos, enquanto aumentam as expectativas de aperto monetário em algumas economias.
Dólar australiano destaca-se entre as principais moedas
Entre as principais moedas internacionais, o dólar australiano destacou-se como um dos maiores movimentos recentes nos mercados cambiais.
A moeda australiana atingiu 0,718 dólares, o nível mais elevado desde meados de 2022, impulsionada por expectativas de que o banco central australiano possa subir as taxas de juro para conter pressões inflacionárias decorrentes da subida dos preços da energia.
Analistas sublinham que a evolução do conflito no Médio Oriente continuará a influenciar não apenas os mercados energéticos, mas também os mercados cambiais e as expectativas de política monetária em várias economias.
Fonte: O Económico






