Resumo
A vigilância genómica é destacada como uma ferramenta-chave no combate à tuberculose em Moçambique, segundo o Director-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS), durante a abertura da 3ª Reunião do Consórcio PANGenS. Este consórcio, que reúne países africanos, visa reforçar a vigilância genómica da tuberculose e da malária, investindo em capacidades laboratoriais sustentáveis. A Directora-geral-Adjunta do INS para a Área Científica salientou a importância da colaboração e de dados oportunos, especialmente em situações de emergência, como as recentes inundações em Moçambique. O evento debateu temas como a resistência a medicamentos e a implementação de novas tecnologias de sequenciamento, visando uma resposta eficaz a futuras emergências de saúde pública.
“A epidemiologia genómica oferece uma ferramenta transformadora, na medida em que as análises genómicas avançadas permitem detectar rapidamente a resistência a medicamentos, rastrear vias de transmissão e obter informações mais profundas sobre a dinâmica patógeno-hospedeiro”, disse.
Por seu turno, a Directora-geral-Adjunta do INS para a Área Científica, Sofia Viegas, apontou que as recentes inundações que ocorreram no país evidenciaram, mais uma vez, como as emergências relacionadas com o clima podem perturbar os serviços de saúde, deslocar comunidades e aumentar a vulnerabilidade a doenças infeciosas, como tuberculose.
“Nestes contextos, dados oportunos, laboratórios robustos e colaboração são essenciais para uma preparação e resposta eficazes”, defendeu, argumentando que o consórcio não poderia ser mais oportuno.
Através do consórcio PANGenS, Moçambique e outros países africanos estão a reforçar a vigilância genómica da tuberculose e da malária, investindo na criação de capacidades laboratoriais e técnicas sustentáveis, aplicáveis não apenas a estas doenças prioritárias, mas também a outras ameaças emergentes e futuras emergências de saúde pública.
Viegas explicou, ainda, que, por meio da PANGenS, ao fortalecer a vigilância genómica da tuberculose e da malária, não se está apenas a abordar duas doenças prioritárias importantes, mas também a construir uma capacidade sustentável que pode ser aplicada a qualquer patógeno, incluindo os responsáveis por surtos e emergências de saúde pública.
Durante o evento, que durou três dias, vários especialistas debateram temas como “Vigilância molecular integrada para o combate à tuberculose resistente a medicamentos em contextos de alta incidência” e “Evolução da resistência à bedaquilina e implementação do sequenciamento de nova geração em África.”
Fonte: INS






