Fonte: O País
Moçambique estreita laços bilaterais com a Guiné Equatorial
O balanço, considerado de “êxito” pelo Chefe do Estado, destaca a inserção competitiva de Moçambique na economia mundial e a consolidação de alianças estratégicas para enfrentar desafios como o terrorismo em Cabo Delgado e a transição energética.
Durante a conferência de imprensa de balanço da sua participação na conferência, o Presidente Chapo contextualizou a relevância do evento, subordinado ao tema “Uma OEACP transformada, renovada num mundo em mudança”. Por conseguinte, sublinhou que a cimeira serviu como uma crucial plataforma de concertação política, visando uma organização mais preparada para os desafios contemporâneos através de reformas profundas.
No debate geral, o Chefe do Estado apresentou as prioridades nacionais, reiterando o “firme compromisso político de Moçambique para a construção de uma Organização de Estados de África, Caraíbas e Pacífico mais resiliente, sustentável e capaz de responder com eficácia às exigências dos Estados-membros”. Para o governante, a eficácia do bloco depende de uma renovação estratégica que acompanhe a volatilidade do cenário internacional.
A agenda moçambicana no fórum centrou-se em pilares de desenvolvimento humano e sustentabilidade. O Chefe do Estado destacou que o país defendeu “uma acção concertada em torno de prioridades essenciais, com destaque para a transição energética, a acção climática e a erradicação da pobreza extrema, incluindo a integração competitiva das nossas economias na economia global, incluindo a criação de oportunidades para a nossa juventude”.
Sobre as parcerias internacionais, o Presidente da República manifestou o seu apoio à implementação do Acordo de Samoa, visando maior eficiência institucional. Além disso, reafirmou o apoio de Moçambique às reformas em curso pela “materialização do Acordo de Samoa, à luz das prioridades nacionais e regionais e no quadro do fortalecimento da parceria entre a União Europeia e os países da Organização de Estados de África, Caraíbas e Pacífico para o desenvolvimento sustentável”.
No plano interno, o estadista moçambicano aproveitou a tribuna internacional para actualizar os parceiros sobre a situação de segurança e governação. Durante as sessões, foram partilhados desenvolvimentos com “realce para o Diálogo Nacional Inclusivo em curso no país, o processo de reformas estruturantes que estamos a levar a cabo, o combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado e do conjunto dos esforços do governo rumo ao bem-estar do povo moçambicano”.
A sustentabilidade financeira da organização também mereceu atenção especial, com a participação de Moçambique numa mesa redonda de alto nível. Na ocasião, o Presidente da República lançou um apelo directo aos pares, defendendo a “urgência da prossecução de esforços para o financiamento adequado da agenda da Organização de Estados de África, Caraíbas e Pacífico”, essencial para que as decisões políticas se traduzam em projetos concretos.
No âmbito bilateral, o Chefe do Estado manteve um encontro com o seu homólogo Teodoro Obiang Nguema Mbasogo. Segundo explicou, o diálogo permitiu “reforçar os nossos laços de amizade e cooperação de duas formas: primeiro de forma bilateral, portanto, entre Moçambique e Guiné Equatorial e também entre os nossos dois povos”, com foco declarado na expansão da cooperação económica e comercial.
Por fim, a vertente económica da visita incluiu reuniões com investidores de diversos sectores. O Presidente Daniel Chapo revelou encontros com empresários da Guiné Equatorial e da Itália, nos ramos da hotelaria, gás e petróleo, que se mostraram disponíveis para “contribuir para o impulso do turismo em Moçambique”. A jornada incluiu um encontro com a comunidade moçambicana em Malabo, reforçando os laços com os compatriotas na diáspora.
Fonte: O País
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