Resumo
O investigador moçambicano Isaías Carlos Fuel lançou o livro "As Noivas do Homem Maduro", que aborda o impacto das uniões prematuras na vida das meninas moçambicanas. O lançamento, em Maputo, contou com a apresentação de Alexandre Dinis Zavale, diretor-geral da Escola Superior de Jornalismo, que elogiou a obra como "profundamente humana, socialmente necessária e academicamente robusta". Fuel explorou as comunidades de Rapale e Dombe para entender as dinâmicas culturais e sociais ligadas às uniões prematuras, dando voz a realidades muitas vezes ignoradas. O livro analisa como as mensagens de prevenção são interpretadas localmente, cruzando comunicação, cultura e experiência social. Zavale destacou que a obra procura compreender e dar voz às raparigas afetadas, sem as vitimizar, durante a apresentação na Escola de Jornalismo, que reuniu académicos, estudantes e convidados.
O investigador moçambicano e PhD, Isaías Carlos Fuel, lançou, na segunda-feira, 25 de Maio, em Maputo, a obra “As Noivas do Homem Maduro”, um livro que aborda o drama das uniões prematuras e o impacto destas práticas na vida de meninas moçambicanas.
O lançamento teve lugar na Escola de Jornalismo e contou com a apresentação de Alexandre Dinis Zavale, director-geral da Escola Superior de jornalismo (ESJ), que classificou a obra como “profundamente humana, socialmente necessária e academicamente robusta”.
Segundo Zavale, Isaías Fuel mergulhou nas comunidades de Rapale e Dombe para compreender as dinâmicas culturais e sociais associadas às uniões prematuras, dando voz a realidades frequentemente ignoradas pelas estatísticas.
A partir de um trabalho de proximidade com as comunidades, o autor analisa a forma como mensagens audiovisuais de prevenção são interpretadas e apropriadas localmente, cruzando comunicação, cultura e experiência social.
Durante a apresentação, Alexandre Zavale destacou que o livro procura compreender, e não apenas condenar, uma prática que continua a comprometer os sonhos, a educação e a liberdade de muitas raparigas moçambicanas.
“Este livro não transforma estas meninas em vítimas silenciosas. Dá-lhes presença, humanidade e espaço para serem ouvidas”, afirmou.
A sessão decorreu na Sala de Conferências II da Escola de Jornalismo, na Avenida Ho Chi Min, reunindo académicos, estudantes e convidados.






