InícioNacionalPolíticaVENÂNCIO MONDLANE JUSTIFICA AUSÊNCIA NA REUNIÃO DO CONSELHO DE ESTADO

VENÂNCIO MONDLANE JUSTIFICA AUSÊNCIA NA REUNIÃO DO CONSELHO DE ESTADO

Resumo

Venâncio António Bila Mondlane, membro do Conselho de Estado, informou o Presidente da República que não poderá comparecer à reunião marcada para 10 de junho de 2026 devido a compromissos internacionais relacionados com a situação política e dos direitos humanos em Moçambique. Mondlane está fora do país a realizar contactos com a comunidade internacional sobre alegados casos de violência política, incluindo assassinatos, raptos e perseguições contra membros do partido ANAMOLA, do qual é líder. O partido tem denunciado vários incidentes, como o assassinato de Anselmo Vicente, coordenador em Chimoio, em maio deste ano, desencadeando manifestações e confrontos. As autoridades negam envolvimento nos desaparecimentos e sequestros denunciados pelo ANAMOLA, alimentando o debate político e a preocupação de organizações de direitos humanos.

Por: Gentil Abel

O membro do Conselho de Estado, Venâncio António Bila Mondlane, comunicou ao Presidente da República a sua impossibilidade de participar na reunião do órgão consultivo marcada para o próximo dia 10 de Junho de 2026.

Numa carta datada de 8 de Junho, Mondlane informa que se encontra fora do país a cumprir uma agenda política internacional previamente assumida, o que o impede de regressar a tempo para participar no encontro.

Segundo o documento, a missão internacional está relacionada com contactos junto de diferentes actores da comunidade internacional para abordar a situação política e dos direitos humanos em Moçambique. Entre os temas referidos estão alegados casos de assassinatos, raptos, sequestros, prisões arbitrárias e perseguição contra membros do partido ANAMOLA.

O membro do Conselho de Estado afirma que os compromissos decorrentes desta missão deverão prolongar-se para além da data prevista para a reunião, inviabilizando a sua presença no encontro convocado para quarta-feira.

Na correspondência dirigida ao Chefe de Estado, Mondlane lamenta a impossibilidade de participar na sessão e reafirma a sua consideração pela importância do Conselho de Estado no fortalecimento das instituições da República.

Acontece que o partido ANAMOLA já vem denunciando, há vários meses, casos de violência política, assassinatos, raptos, sequestros e perseguições contra os seus membros e simpatizantes em diferentes pontos do país. A formação política, liderada por Venâncio Mondlane, sustenta que dezenas de membros perderam a vida desde 2024 em circunstâncias que considera estar relacionadas com a sua actividade política. Entre os casos mais recentes apontados pelo partido está o assassinato de Anselmo Vicente, coordenador da organização em Chimoio, ocorrido em Maio deste ano, um episódio que desencadeou manifestações e confrontos com a polícia naquela cidade.

O ANAMOLA refere ainda a existência de vários casos de desaparecimentos e sequestros de simpatizantes, denúncias que têm sido rejeitadas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que nega qualquer envolvimento das autoridades estatais nesses acontecimentos. As alegações apresentadas pelo partido continuam a alimentar o debate político e a preocupação de organizações nacionais e internacionais ligadas à defesa dos direitos humanos.

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