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CTA aponta cinco prioridades para impulsionar o turismo em Moçambique

Resumo

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) destacou cinco prioridades para impulsionar o turismo nacional: melhorar a conectividade aérea, simplificar os vistos, investir em infraestruturas, qualificar os recursos humanos e promover a marca Moçambique internacionalmente. O presidente da CTA, Álvaro Massingue, sublinhou a importância do setor turístico como estratégico para a criação de emprego, defendendo a necessidade de ação coordenada entre o governo, o setor privado e os parceiros de desenvolvimento. Mostrando otimismo, Massingue destacou o potencial de Moçambique como destino turístico de referência, com a província de Nampula a ser apontada como um dos principais polos de desenvolvimento do país. Dados estatísticos revelam a relevância do turismo na economia moçambicana, representando 4,5% do PIB nacional e 32% das exportações de serviços, com um impacto positivo na diversificação económica do país.

Rapale, 04 Jun. (AIM) – A melhoria da conectividade aérea, a simplificação dos vistos, o investimento em infra-estruturas, a qualificação dos recursos humanos e a promoção internacional da marca Moçambique constituem as cinco prioridades apontadas pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) para acelerar o desenvolvimento do turismo nacional e transformar o potencial do sector em crescimento económico.

A posição foi defendida esta quirta-feira pelo presidente da CTA, Álvaro Massingue, durante o Fórum de Turismo e Investimento que decorre na vila-sede de Rapale, província de Nampula, evento que reúne governantes, operadores turísticos nacionais e estrangeiros.

Além de promover uma mostra das potencialidades das onze províncias do país, incluindo gastronomia e atractivos turísticos, o evento aponta o turismo como sector estratégico para criação de emprego.

Segundo Massingue, o enorme potencial turístico de Moçambique exige uma acção estruturada, coordenada e orientada para resultados, na qual o sector privado deve desempenhar um papel decisivo.

“Primeiro, melhorar a conectividade aérea, através de mais ligações, maior frequência de voos e custos mais competitivos; segundo, facilitar a mobilidade de pessoas por meio de regimes de vistos mais simples e eficientes; e terceiro, acelerar o investimento em infra-estruturas essenciais, incluindo estradas, energia, água, hospitais, saneamento e telecomunicações”, afirmou.

Como quarto eixo estratégico, o dirigente empresarial destacou a necessidade de reforçar a formação e qualificação dos recursos humanos ligados ao turismo. A quinta prioridade passa pelo fortalecimento da promoção internacional da marca Moçambique nos mercados considerados prioritários.

“O desafio que temos pela frente consiste em transformar potencial em investimento e investimento em desenvolvimento. Para tal, é fundamental fortalecer a cooperação entre o Governo, o sector privado e os parceiros de desenvolvimento”, sublinhou.

Massingue destacou ainda o forte efeito multiplicador do turismo na economia, salientando que os visitantes impulsionam a procura de uma ampla gama de serviços, gerando rendimentos, oportunidades empresariais e novos postos de trabalho.

O presidente da CTA considerou que Moçambique reúne condições privilegiadas para se afirmar como destino turístico de referência, graças aos seus recursos naturais, localização estratégica e oportunidades de investimento. Neste contexto, apontou a província de Nampula, anfitriã do fórum, como um dos principais pólos de desenvolvimento do país.

Para sustentar a sua visão optimista, recorreu a dados estatísticos que demonstram a relevância do sector para a economia nacional.

“Entre 2016 e 2019, Moçambique recebeu, em média, cerca de dois milhões de turistas por ano. O sector representou aproximadamente 4,5 por cento do Produto Interno Bruto nacional e 32 por cento das exportações de serviços. Estes indicadores demonstram que o turismo pode continuar a desempenhar um papel importante na diversificação económica do país”, referiu.

A nível global, acrescentou, o turismo contribui com mais de 11 biliões de dólares para a economia mundial, representa cerca de dez por cento do Produto Interno Bruto global e sustenta mais de 330 milhões de empregos.

“África acompanha esta trajectória positiva. Em 2024, o continente recebeu cerca de 74 milhões de turistas internacionais, registando um crescimento de aproximadamente 12 por cento em relação ao ano anterior e superando os níveis observados antes da pandemia”, concluiu.

(AIM)
Redacção

 

Fonte: aimnews

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