Resumo
Maio foi o segundo mês mais quente de sempre, com temperaturas elevadas no oceano Pacífico e transição para El Niño. Na Europa, houve uma rápida mudança de frio para ondas de calor intensas, resultando em recordes de temperatura em vários países. O Serviço Copernicus destaca a tendência de extremos climáticos mais frequentes e intensos. Maio teve uma temperatura média de 15,81 °C, acima da média de 1991-2020, sendo o segundo mais quente desde 1850. A Europa teve a terceira primavera mais quente de sempre, com áreas mais secas e húmidas do que o habitual. No Ártico e Antártida, a extensão do gelo marinho ficou abaixo da média. O Serviço alerta para a normalização dos extremos climáticos na Europa.
Segundo a análise, maio teve temperaturas excecionalmente elevadas no oceano Pacífico Tropical, e no Pacífico Equatorial continuou a transição para as condições de desenvolvimento do El Niño (fenómeno de aquecimento da água do mar), que segundo as previsões se desenvolverá nos próximos meses e que deve provocar eventos climáticos extremos em todo o mundo.
O Serviço Copernicus, implementado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), revela também que o mês de maio na Europa foi marcado por uma rápida transição de muito mais frio do que a média para uma das ondas de calor mais intensas alguma vez observadas (em maio) na Europa Ocidental.
O comunicado refere que a onda de calor de maio resultou em recordes de temperatura batidos em Portugal mas também em França, Reino Unido ou Irlanda.
O evento, aponta o Serviço Copernicus, é consistente com o rápido aquecimento da Europa e com a tendência a longo prazo de ondas de calor mais frequentes, mais intensas e mais precoces.
Maio foi também um mês de contrastes, com grandes partes da Europa ocidental, central e oriental tendo condições mais secas do que a média, e com inundações generalizadas na Turquia, Bulgária e Moldávia.
“Na Europa, uma onda de calor invulgarmente precoce e intensa demonstra a rapidez com que os extremos climáticos estão a tornar-se a nova normalidade, em vez da exceção”, comentou, citada no comunicado, Samantha Burgess, do ECMWF.
Em concreto, maio teve uma temperatura média do ar à superfície de 15,81 °C, 0,55 °C acima da média de 1991-2020 para o mês, ficando apenas atrás de maio de 2024.
O mês passado registou uma temperatura 1,42 °C acima da média pré-industrial estimada para o período de 1850-1900.
Na superfície do mar as temperaturas também foram as segundas acima da média, só ultrapassadas por maio de 2024.
A Europa, ainda segundo a mesma análise, teve a terceira primavera mais quente de sempre (março a maio) e em grandes partes do continente registaram-se em maio condições mais secas do que a média, em contraste com outras mais húmidas do que a média, especialmente na Turquia e região do mar negro.
O caudal dos rios foi acima da média na maior parte da Península Ibérica, devido a um inverno chuvoso.
No Ártico a extensão média do gelo marinho em maio foi cerca de 4% abaixo da média, e na Antártida a extensão mensal do gelo marinho foi cerca de 9% abaixo da média de maio.
Fonte: TVI






