A Apple continua a insistir que os MacBooks não precisam de ecrã tátil, mas tudo indica que a teimosia tem os dias contados.
Cada vez mais, os MacBooks são, para muita gente, a escolha óbvia quando se procura um portátil para produtividade, criação de conteúdos ou trabalho de escritório. Estão cada vez mais acessíveis e, de facto, com a qualidade de construção e performance que trazem para cima da mesa, é inegável que a Apple tem feito um esforço para ganhar quota de mercado.
De facto, até podemos olhar para o MacBook Neo, que partiu completamente o mercado de portáteis baratos.
No entanto, apesar de dominar o mercado premium, a Apple continua a falhar numa característica que a concorrência direta já oferece há uma imensidão de anos: o ecrã tátil. É bizarro que a marca ignore uma funcionalidade tão comum no mundo Windows. E não é por falta de tecnologia, até porque o iPad Pro com chip M5 tem poder de sobra para funcionar como um computador principal.
O que levanta a questão: porque é que a Apple insiste em manter os dedos longe do ecrã do Mac?
Para perceber esta resistência, temos de recuar no tempo.

Em 2012, numa apresentação de resultados, Tim Cook comparou a ideia de fundir o ecossistema dos tablets com o dos computadores tradicionais a “juntar uma torradeira com um frigorífico”. Algo que tecnicamente é possível fazer, mas que não traria qualquer vantagem prática para o utilizador.
Mas a verdadeira Linha da Frente desta filosofia foi traçada por Steve Jobs em 2010. O histórico líder da Apple revelou que a empresa tinha feito testes exaustivos e que a conclusão era clara… Superfícies táteis não foram feitas para estar na vertical. Passar horas com o braço estendido a tocar no ecrã de um portátil assente na secretária é ergonomicamente terrível e cansa qualquer um. Isto já para não falar na sujidade do ecrã e, claro, o mesmo sempre a abanar em cada toque.
Acontece que o mercado mudou. Hoje em dia, os portáteis são muito mais finos e leves, sendo usados muitas vezes no colo. Além disso, ninguém quer usar o toque como o método de navegação principal, mas sim como um extra para fazer zoom com os dedos ou fechar uma janela rapidamente, complementando o trackpad.
Por isso, até a Apple foi apanhada na curva.

De acordo com Mark Gurman, da Bloomberg, e o analista Ming-Chi Kuo, dois dos nomes mais fiáveis no que toca a fugas de informação da Apple, a gigante de Cupertino prepara-se para lançar o primeiro MacBook Pro com ecrã tátil no início de 2027.
Aliás, a equipa de engenharia de software já está a dar os primeiros retoques no macOS para adaptar a interface ao toque.
Como é óbvio, pelo menos para já, não contes com esta novidade nos modelos de entrada, como o MacBook Air ou o muito falado MacBook Neo. Mas quem sabe num futuro próximo.
Fonte: Zero Zero
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