Resumo
A Apple e a TSMC estão a planear o futuro dos processadores, com rumores a apontar para chips de 1.4 nm em 2028, após os de 2 nm no iPhone 18. O investimento em tecnologia avançada está a aumentar os custos de produção, com cada wafer de 1.4 nm a custar 45.000$. A exclusividade dos primeiros lotes pode ser garantida pela Apple, mas apenas modelos como o iPhone 21 Pro deverão receber o novo chip. O processo de 1.4 nm promete um aumento de desempenho entre 10% e 15%, ou uma redução no consumo de energia até 30%, trazendo benefícios aos utilizadores em 2028.
Ou seja, enquanto o mercado se prepara para receber os primeiros chips de 2 nm (que vão estrear na linha iPhone 18 com os processadores A20 e A20 Pro), os rumores sobre o futuro a médio prazo começam a vir ao de cima.
Sim, já se olha para o processo de 1.4nm.
A informação foi avançada pelo conhecido analista Mark Gurman, da Bloomberg, que deitou as cartas na mesa sobre o calendário de desenvolvimento da Apple. Segundo o analista, depois do iPhone de aniversário (o iPhone 20 Pro previsto para 2027 com chips de 2 nm melhorados), a marca vai quebrar a barreira dos 2 nanómetros e entrar na era do Angstrom com a linha iPhone 21 Pro (2028).
Para conseguir este feito, a TSMC não está a olhar a meios e já investiu qualquer coisa como 49 mil milhões de dólares na construção de quatro novas fábricas ultra-avançadas. O grande problema disto tudo? O preço de produção está a atingir valores completamente absurdos.
Afinal, estima-se que cada wafer (a bolacha de silício de onde são cortados os processadores) de 1.4 nm vá custar uns assustadores 45.000$. Para teres uma noção do tombo, a produção em 2 nm já é cara (cerca de 30.000$ por wafer), o que significa que o salto para os 1.4 nm representa um aumento de 50% nos custos base de produção.
Sim, com tanto dinheiro em caixa, a Apple não terá problemas em pagar a fatura para garantir a exclusividade dos primeiros lotes da TSMC. No entanto, devido a este custo proibitivo, é muito provável que a marca volte a aplicar a estratégia de separação de sempre. Apenas os modelos mais caros (como o iPhone 21 Pro e Pro Max) deverão receber o chip A22 Pro de 1.4 nm, enquanto as versões normais deverão herdar tecnologias anteriores para não estourarem o orçamento.
Se estás a perguntar se este investimento todo traz vantagens reais para o utilizador comum, a resposta é sim.
Ou seja, graças à implementação de transístores GAA (Gate-All-Around) ainda mais densos e empilhados. O processo de 1.4 nm da TSMC promete um aumento de desempenho entre 10% e 15%. Ou, se a Apple preferir focar-se na eficiência, uma redução no consumo de energia que pode chegar aos 30% em comparação com os chips de 2 nm.
Isto traduz-se em smartphones que não só vão voar a processar inteligência artificial local pesada, como também poderão oferecer uma autonomia de bateria com que hoje apenas conseguimos sonhar.
Mas, isto não é para amanhã. É só para 2028.
Fonte: Zero Zero


