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AMD com medo da NVIDIA? Zen 6 vai mudar!

Resumo

A AMD planeia lançar a próxima geração de processadores de desktop sem gráficos integrados, substituindo-os por uma NPU dedicada para IA, numa tentativa de responder à concorrência e às exigências do mercado. Os processadores Zen 6 "Morpheus" prometem altas frequências até 7 GHz e configurações de até 24 núcleos, representando um salto de performance significativo. No entanto, a decisão de remover os gráficos integrados levanta questões sobre a utilidade prática para os utilizadores de desktop, especialmente considerando a preferência por diagnóstico de hardware em detrimento de aceleradores de IA pouco utilizados. A mudança pode complicar a vida dos técnicos de informática, caso a AMD mantenha esta estratégia até ao lançamento previsto para o final de 2026 ou início de 2027.

Quem monta computadores ou costuma andar a mexer em hardware sabe perfeitamente que a AMD tomou uma das melhores decisões de sempre quando, em 2022, decidiu enfiar uma gráfica integrada (iGPU) em todos os processadores.

Óbvio que este pequeno GPU não servia para jogar grandes títulos, verdade seja dita. Mas, era uma autêntica boia de salvação. Afinal, se a tua placa gráfica dedicada avariasse ou se precisasses de fazer testes de diagnóstico para perceber onde estava o problema no PC, a gráfica integrada safava-te o dia. Pois bem, parece que a loucura da Inteligência Artificial está prestes a estragar este porto de abrigo.

Ou seja, de acordo com uma nova fuga de informação que está a dar muito que falar no ecossistema tecnológico, a próxima geração de processadores de desktop da AMD (Zen 6 “Morpheus”), que dará vida aos Ryzen 10000, vai abdicar por completo da gráfica integrada.

No seu lugar, a AMD vai enfiar uma NPU dedicada para processar tarefas locais de IA.

Esta informação foi avançada pelo conhecido pelo “leaker” Gotou_kai3, que garante que a plataforma de desktop baseada em Zen 6 (conhecida internamente como “Olympic Ridge”) vai apostar tudo no suporte para memórias CUDIMM e na tal NPU. Deixando assim os gráficos integrados na gaveta.

Para além disso, a fuga indica que o chip continuará a não ter um controlador nativo para USB4, o que significa que as marcas de motherboards vão ter de continuar a usar chips externos mais caros, exatamente como fazem hoje nas placas AM5.

Mas porque é que a AMD quer livrar-se de uma rede de segurança tão elogiada pelos entusiastas?

A resposta é simples: pressão de mercado. Com os futuros processadores “RTX Spark” da Nvidia prestes a chegar às prateleiras e com a Microsoft a exigir NPUs potentes para certificar os computadores como “Copilot+ PC”, a AMD sente que tem de dar uma resposta preventiva à concorrência.

O problema é que, enquanto num portátil uma NPU faz todo o sentido do mundo para poupar bateria, num computador de secretária topo de gama isto é um tiro no pé, especialmente agora que a própria Microsoft já deixa as gráficas dedicadas da Nvidia correrem os modelos de IA locais.

Se esquecermos por um momento a polémica da gráfica integrada, o Zen 6 promete ser um monstro de performance puro.

Afinal, os rumores apontam para frequências que podem tocar nuns impressionantes 7 GHz, graças ao processo de produção de 2 nm da TSMC. Além disso, cada CCD vai passar a contar com até 12 núcleos e 48 MB de cache L3! O que significa que as configurações de desktop podem escalar dos 6 núcleos até aos 24 núcleos com SMT. Isto representa um novo teto para o mercado de consumo tradicional da AMD.

No final do dia, a questão que fica no ar é se esta troca faz algum sentido prático para quem joga e trabalha no PC. Tirar uma funcionalidade física que serve de diagnóstico de hardware para meter um acelerador de IA que a maioria dos utilizadores de desktop nem vai usar… Parece uma decisão forçada pela moda do momento e não pelas necessidades reais dos consumidores.

Resta saber se, até ao lançamento oficial lá para o final do ano ou início de 2027, a AMD não volta atrás na palavra. Caso contrário, os técnicos de informática vão passar a ter a vida muito mais complicada.

 

Fonte: Zero Zero

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