Resumo
A AMD planeia lançar a próxima geração de processadores de desktop sem gráficos integrados, substituindo-os por uma NPU dedicada para IA, numa tentativa de responder à concorrência e às exigências do mercado. Os processadores Zen 6 "Morpheus" prometem altas frequências até 7 GHz e configurações de até 24 núcleos, representando um salto de performance significativo. No entanto, a decisão de remover os gráficos integrados levanta questões sobre a utilidade prática para os utilizadores de desktop, especialmente considerando a preferência por diagnóstico de hardware em detrimento de aceleradores de IA pouco utilizados. A mudança pode complicar a vida dos técnicos de informática, caso a AMD mantenha esta estratégia até ao lançamento previsto para o final de 2026 ou início de 2027.
Óbvio que este pequeno GPU não servia para jogar grandes títulos, verdade seja dita. Mas, era uma autêntica boia de salvação. Afinal, se a tua placa gráfica dedicada avariasse ou se precisasses de fazer testes de diagnóstico para perceber onde estava o problema no PC, a gráfica integrada safava-te o dia. Pois bem, parece que a loucura da Inteligência Artificial está prestes a estragar este porto de abrigo.
Ou seja, de acordo com uma nova fuga de informação que está a dar muito que falar no ecossistema tecnológico, a próxima geração de processadores de desktop da AMD (Zen 6 “Morpheus”), que dará vida aos Ryzen 10000, vai abdicar por completo da gráfica integrada.
No seu lugar, a AMD vai enfiar uma NPU dedicada para processar tarefas locais de IA.

Esta informação foi avançada pelo conhecido pelo “leaker” Gotou_kai3, que garante que a plataforma de desktop baseada em Zen 6 (conhecida internamente como “Olympic Ridge”) vai apostar tudo no suporte para memórias CUDIMM e na tal NPU. Deixando assim os gráficos integrados na gaveta.
Para além disso, a fuga indica que o chip continuará a não ter um controlador nativo para USB4, o que significa que as marcas de motherboards vão ter de continuar a usar chips externos mais caros, exatamente como fazem hoje nas placas AM5.
Mas porque é que a AMD quer livrar-se de uma rede de segurança tão elogiada pelos entusiastas?
A resposta é simples: pressão de mercado. Com os futuros processadores “RTX Spark” da Nvidia prestes a chegar às prateleiras e com a Microsoft a exigir NPUs potentes para certificar os computadores como “Copilot+ PC”, a AMD sente que tem de dar uma resposta preventiva à concorrência.
O problema é que, enquanto num portátil uma NPU faz todo o sentido do mundo para poupar bateria, num computador de secretária topo de gama isto é um tiro no pé, especialmente agora que a própria Microsoft já deixa as gráficas dedicadas da Nvidia correrem os modelos de IA locais.

Se esquecermos por um momento a polémica da gráfica integrada, o Zen 6 promete ser um monstro de performance puro.
Afinal, os rumores apontam para frequências que podem tocar nuns impressionantes 7 GHz, graças ao processo de produção de 2 nm da TSMC. Além disso, cada CCD vai passar a contar com até 12 núcleos e 48 MB de cache L3! O que significa que as configurações de desktop podem escalar dos 6 núcleos até aos 24 núcleos com SMT. Isto representa um novo teto para o mercado de consumo tradicional da AMD.
No final do dia, a questão que fica no ar é se esta troca faz algum sentido prático para quem joga e trabalha no PC. Tirar uma funcionalidade física que serve de diagnóstico de hardware para meter um acelerador de IA que a maioria dos utilizadores de desktop nem vai usar… Parece uma decisão forçada pela moda do momento e não pelas necessidades reais dos consumidores.
Resta saber se, até ao lançamento oficial lá para o final do ano ou início de 2027, a AMD não volta atrás na palavra. Caso contrário, os técnicos de informática vão passar a ter a vida muito mais complicada.
Fonte: Zero Zero






