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Montenegro garante que Governo "não vai desistir" da reforma laboral. E avisa Chega: "As pensões são sagradas"

Resumo

O primeiro-ministro afirmou que o Governo não desistirá de tornar Portugal competitivo e produtivo, mantendo os objetivos do pacote laboral. Luís Montenegro destacou a importância de gerar mais emprego e melhores salários, lamentando a falta de apoio à proposta tanto da esquerda como da direita. O Chega recusou a proposta de mexer na Segurança Social e na idade da reforma, levando ao chumbo da revisão da legislação laboral com votos contra do Chega e da esquerda, e a favor do PSD-CDS-PP e da IL. O Governo propôs uma comissão para aprofundar a matéria, mas o Chega não concordou.

O primeiro-ministro assegurou esta sexta-feira que o Governo “não vai desistir” de dar a Portugal “condições para que o país seja competitivo e produtivo”, afirmando que os objetivos do pacote laboral se vão manter “intactos nas políticas” do executivo.

“O Governo não vai desistir de dar a Portugal condições para que o país seja competitivo, produtivo e, por via disso, se possam gerar mais oportunidades de emprego e pagar melhores salários”, afirmou Luís Montenegro em conferência de imprensa no final da cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Bruxelas.

O primeiro-ministro frisou que esse era o “objetivo central” do pacote laboral proposto pelo Governo e garantiu que esse objetivo “vai permanecer intacto nas políticas e propostas do Governo”.

Montenegro lamentou que, quer à esquerda, quer à direita, “esse sentido estratégico e de futuro não tenha tido acolhimento” e, “pelo contrário, que os dois extremos do espetro político português se tenham juntado, praticamente utilizando os mesmos argumentos”.

O primeiro-ministro acrescentou que, na Assembleia da República, teve um “processo negocial profundo, sério”, com o Chega, acrescentando que, “na grande maioria das matérias, se vislumbrava um entendimento relativamente fácil de alcançar”.

“Sucede que uma condição foi imposta por esse partido para viabilizar o global das alterações que foram propostas: era mexer na sustentabilidade da Segurança Social e na possibilidade, não fundamentada, de alterar a idade da reforma”, referiu, o que, disse, o Governo recusou.

“Para o Governo, e para mim próprio, as pensões são sagradas e jamais tomarei qualquer medida que possa prejudicar no futuro o pagamento das pensões”, afirmou.

Luís Montenegro acrescentou, contudo, que, para “tentar demonstrar a necessidade” de não se fazer essas mudanças “de forma precipitada, a quente”, o Governo propôs criar uma comissão eventual na Assembleia da República “que fizesse o aprofundamento da matéria, das propostas e o seu impacto financeiro”.

“Infelizmente o partido Chega não concordou”, lamentou.

A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi chumbada, na generalidade, com os votos contra do Chega e da esquerda parlamentar, após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD.

O texto contou apenas com os votos a favor dos partidos que suportam o Governo (PSD-CDS-PP) e da IL.

Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP votaram contra.

 

Fonte: TVI

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