Resumo
A Samsung enfrenta desafios financeiros na divisão de processadores, apesar do desenvolvimento sem atrasos do Exynos 2700. A empresa planeia integrar este chip em metade dos futuros modelos Galaxy S27, apesar do défice anual esperado devido à baixa eficiência na produção de chips de 2 nm. A equipa de sensores de imagem e chips de gestão de energia continua a ter sucesso, mas a equipa de processadores móveis é um sorvedouro de dinheiro. A taxa de rendimento de 60% na produção resulta em custos elevados e afasta potenciais clientes. Apesar dos desafios, a Samsung mantém o foco no Exynos 2700, mas a eficiência da produção continua a ser um obstáculo.
Ainda assim, a marca não vai recuar. O plano é avançar com toda a força e enfiar este chip em metade dos modelos da futura linha Galaxy S27.

A confirmação deste cenário veio do próprio Park Yong-in, o grande chefe da divisão System LSI da Samsung, durante uma reunião interna com os funcionários.
O executivo explicou que, apesar de a equipa ter registado vendas recorde no primeiro trimestre do ano, o défice anual vai ser inevitável devido às rápidas mudanças do mercado mundial.
Porém, o mais curioso é que a culpa não é de toda a empresa.
Os departamentos que tratam dos sensores de imagem para as câmaras e dos chips de gestão de energia continuam a faturar milhões. O verdadeiro sorvedouro de dinheiro é mesmo a equipa responsável pelos processadores móveis (SoC). Mas, apesar das dores de cabeça financeiras, o trabalho de engenharia no Exynos 2700 não abrandou um milímetro.
A meta é garantir que este processador alimente até 50% de todos os Galaxy S27 distribuídos globalmente, o que representa o dobro do peso que os chips da casa tiveram em gerações anteriores.

Mas afinal, porque é que a equipa perde tanto dinheiro se o trabalho está a avançar a horas?
O problema está na taxa de sucesso das linhas de produção de 2 nm da própria Samsung. Os dados da indústria apontam para que a taxa de rendimento esteja fixada nuns modestos 60%. Isto significa, em bom português, que uma parte gigantesca de cada bolacha de silício processada vai direta para o lixo em vez de se transformar em chips funcionais.
Além disso, parece que os chips não funcionais não podem ser aproveitados como a Apple fez com muitos dos chips que foram originalmente pensados para o iPhone 17 (sendo assim que o MacBook Neo nasceu). É mesmo lixo.
Assim, como se aproveitam poucos processadores por cada fornada, o custo de fabrico do Exynos 2700 dispara para níveis absurdos. Esta falta de eficiência acaba também por afastar outros clientes que podiam contratar as fábricas da Samsung para produzir os seus próprios componentes.
No fim do dia, é o mesmo problema de sempre. As coisas melhoraram, mas ainda estão longe de perfeitas.
Fonte: Zero Zero






