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Banco Mundial vai financiar agronegócio no Corredor da Beira

Resumo

O Banco Mundial vai financiar o agronegócio no Corredor da Beira, com destaque para a necessidade de integrar pequenos produtores nas cadeias de produção para garantir sustentabilidade. Empresários da região Centro do país mostram-se cautelosos devido a experiências passadas de financiamentos do Banco Mundial com resultados aquém do esperado, apontando constrangimentos como a escassez de divisas e falta de financiamento para embarcações de pesca. O Governo anuncia medidas para fortalecer a atividade agrícola, incluindo sanções mais severas para a comercialização de sementes falsas e uma campanha de recuperação de terras improdutivas para serem atribuídas a jovens e mulheres. Defende-se a necessidade de contratos de produção entre Estado, empresas e cooperativas antes da próxima campanha agrícola.

O Banco Mundial vai disponibilizar financiamento para impulsionar o agronegócio no Corredor da Beira. O anúncio foi feito durante um encontro entre o Governo, representado pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, e empresários da região Centro do país.

Para os representantes do sector privado, o apoio surge num momento em que as cadeias de valor agrícolas necessitam de maior investimento para aumentar a produção e a competitividade.

A Agência de Desenvolvimento Económico de Manica considera, no entanto, que o sucesso da iniciativa dependerá da capacidade das empresas integrarem os pequenos produtores nas suas cadeias de produção, garantindo maior inclusão e sustentabilidade dos projectos.

No sector das pescas, o empresário Mamade Sulumane recebeu o anúncio com alguma reserva. Segundo explicou, experiências anteriores demonstram que nem todos os financiamentos disponibilizados pelo Banco Mundial tiveram os resultados esperados.

Entre os principais constrangimentos apontados está a escassez de divisas para a implementação dos projectos aprovados, bem como a falta de financiamento específico para a construção de embarcações de pesca.

Em resposta às preocupações apresentadas pelo sector privado, o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas anunciou duas medidas destinadas a reforçar a actividade agrícola. A primeira prevê o agravamento das sanções contra a comercialização de sementes falsas, prática que passará a ser enquadrada como crime de burla.

A segunda medida consiste no lançamento, nas próximas duas semanas, de uma campanha de recuperação de terras tituladas através do DUAT que permanecem improdutivas há vários anos. As áreas recuperadas deverão ser disponibilizadas, prioritariamente, para jovens e mulheres interessados em desenvolver actividades agrícolas.

O Governo defende que o financiamento do Banco Mundial produzirá melhores resultados se for acompanhado pela celebração de contratos de produção entre o Estado, as empresas e as cooperativas, antes do início da campanha agrícola 2026/2027.

Fonte: O País

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