Resumo
Moçambique acolheu o Seminário de Validação Técnica da Estratégia Regional de Pré-Posicionamento da SADC, visando fortalecer a capacidade de resposta a desastres naturais. Luísa Meque, do INGD, defendeu maior coordenação regional para agilizar a resposta a emergências. A estratégia prevê o pré-posicionamento de recursos essenciais para rápida mobilização em casos de ciclones, cheias, secas ou epidemias. Com as alterações climáticas a aumentar a frequência de desastres na região, a abordagem regional baseada na prevenção é crucial. Moçambique tem reforçado a gestão de risco, participando em programas de recuperação resiliente e modernização dos sistemas de comunicação de emergência. O pré-posicionamento de recursos é visto como fundamental para reduzir o tempo de assistência em situações de emergência.
Moçambique acolheu esta segunda-feira, em Maputo, o Seminário de Validação Técnica da Estratégia Regional de Pré-Posicionamento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), uma iniciativa destinada a fortalecer a capacidade de resposta dos países da região perante desastres naturais e crises humanitárias. A sessão foi presidida pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que defendeu uma maior coordenação regional para reduzir o tempo de resposta às emergências e aumentar a eficácia das operações humanitárias.
A estratégia está a ser desenvolvida no âmbito do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência da SADC (SHOC) e procura estabelecer mecanismos de pré-posicionamento de recursos essenciais — como alimentos, medicamentos, equipamentos de socorro e meios logísticos — em pontos estratégicos da região, permitindo uma mobilização mais rápida sempre que ocorram ciclones, cheias, secas, epidemias ou outras situações de emergência.
Na abertura do encontro, Luísa Meque sublinhou que as alterações climáticas têm aumentado a frequência e a intensidade dos desastres naturais na África Austral, tornando indispensável a adopção de uma abordagem regional baseada na prevenção, preparação e resposta coordenada. Segundo a dirigente, a validação técnica da estratégia representa um passo importante para consolidar um sistema de gestão de emergências mais eficiente e articulado entre os Estados-membros da SADC.
A iniciativa surge numa altura em que Moçambique continua a reforçar os seus mecanismos de gestão do risco de desastres. Nos últimos meses, o INGD tem participado em programas de fortalecimento da recuperação resiliente, da modernização dos sistemas de comunicação de emergência e da implementação de acções antecipadas para reduzir os impactos de secas, cheias e ciclones antes da sua ocorrência.
A necessidade de uma resposta regional mais integrada é sustentada pela vulnerabilidade comum dos países da África Austral a fenómenos climáticos extremos. Nos últimos anos, a região enfrentou sucessivos ciclones tropicais, períodos prolongados de seca associados ao fenómeno El Niño e cheias de grande dimensão, eventos que provocaram perdas humanas, destruição de infra-estruturas e deslocação de centenas de milhares de pessoas. Especialistas em gestão de risco defendem que o pré-posicionamento de recursos reduz significativamente o tempo de assistência às populações afectadas e diminui os custos das operações de emergência.
Durante o seminário, os participantes analisaram aspectos técnicos relacionados com a localização de centros logísticos, procedimentos operacionais, coordenação entre os países da região e mecanismos de monitoria e avaliação da futura estratégia. A validação destas componentes deverá servir de base para a implementação de um modelo regional harmonizado de resposta humanitária, sob coordenação do SHOC da SADC.





