O secretário de estado da Gestão da Saúde esclareceu esta quarta-feira que dos cerca de 3.500 utentes internados nos hospitais com alta clínica em maio, apenas 38% aguardavam vaga nos cuidados continuados e grande parte esperava vaga num lar.
Em declarações aos deputados da Comissão de Saúde, onde hoje foi ouvido sobre o agravamento dos chamados internamentos sociais, Francisco Catalão disse que, a 31 de maio, estavam sinalizados cerca de 3.500 utentes internados nos hospitais com alta clínica, um numero que disse ser importante decompor.
Segundo explicou, dos cerca de 3.500 utentes, 38% aguardava vaga na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), uma “importante parcela” estava à espera de vaga nas estruturas residenciais para idosos ou em serviços de apoio domiciliário e 513 utentes enfrentavam bloqueios jurídicos relacionados com o regime do maior acompanhado.
“Não estamos perante uma crise exclusivamente hospitalar, nem exclusivamente da saúde”, disse Francisco Catalão, que sublinhou o desafio do envelhecimento demográfico, que disse exigir uma “resposta integrada” de dois ministérios: Saúde e Segurança Social.
O governante disse ainda que, a 31 de maio, a RNCCI atingiu os 10.041 lugares, que “nunca perdeu capacidade” com este governo e que tem hoje mais 424 lugares do que no final de 2023.
“Não ficarei descansado enquanto houver um português nestas condições”, acrescentou.
O último barómetro dos internamentos sociais, divulgado em abril, indicava que 2.807 pessoas estavam em março internadas nos hospitais públicos após terem alta clínica, mais 19% do que no mesmo mês de 2025.
Estes dados, que indicam que 13,9% das camas do Serviço Nacional de Saúde estivavam nesta altura ocupadas com estes casos, sofreu um agravamento e, em junho, o valor era superior (cerca de 3.500).
Fonte: TVI


