Se costumas acompanhar os meus artigos aqui na Leak sobre gaming e o negócio das consolas, sabes perfeitamente que a Microsoft andava há anos a tentar convencer toda a gente de que o Game Pass era o “Netflix dos videojogos” e o modelo definitivo para o futuro. E de facto, havia muito para gostar.
Mas, a verdade é que no mundo real dos negócios as contas têm de fechar. Por isso, depois de queimar milhares de milhões de euros a comprar estúdios como a Activision Blizzard, a gigante de Redmond decidiu que estava na hora de reaver o dinheiro e avançou com uma reestruturação brutal no serviço.
O resultado desta ganância está agora à vista de todos… Uma debandada geral de utilizadores que prova que os jogadores não andam a dormir.
Novos relatórios avançados pelo prestigiado The Wall Street Journal revelam que o Xbox Game Pass perdeu qualquer coisa como 4 a 5 milhões de subscritores nos últimos meses, fixando-se agora na fasquia dos 30 milhões.

Para percebermos a dimensão do tombo, importa olhar para o histórico recente da plataforma. No final do ano passado, precisamente na rampa de lançamento do Black Ops 7, a Microsoft decidiu aplicar um picanço selvagem de 50% na mensalidade do Game Pass Ultimate em várias regiões. É claro que os serviços de subscrição têm sempre flutuações, mas uma subida desta escala foi recebida com uma onda de contestação gigante na internet.
As consequências foram imediatas. Perante uma chuva de cancelamentos por parte de utilizadores que pura e simplesmente se recusaram a pagar aquele valor, a Microsoft entrou em pânico de bastidores e foi obrigada a recuar. Mas o estrago já estava feito. Perder quase 5 milhões de clientes numa plataforma que vive do volume de subscritores é um golpe duríssimo.
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Dito tudo isto, a estratégia para o futuro próximo promete deixar os jogadores ainda mais de pé atrás. Para além de ter assustado os clientes com os preços, a Microsoft começou a retirar os lançamentos de “dia um” de franchises de peso como o Call of Duty para os escalões mais económicos da subscrição.
A ideia agora passa por tentar empurrar as pessoas novamente para a compra de hardware e focar-se em exclusivos tradicionais para tentar dar algum valor às consolas Xbox. Que, claro está, continuam a perder terreno nas lojas face à PlayStation 5.
Portanto, isto prova aquilo que já andávamos aqui a prever há muito tempo. Ou seja, o modelo do “tudo o que conseguires jogar por uma pechincha” é insustentável a longo prazo na indústria dos videojogos AAA. Não nos vamos fazer de anjinhos. Quando o preço de um serviço dispara desta maneira e a qualidade ou os benefícios começam a ser cortados… A pirataria ou o regresso ao mercado de usados ganham uma força renovada.
Fonte: Zero Zero




