Maputo, 08 Jul (AIM) – O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu hoje, em Maputo, que os planos nacionais de desenvolvimento devem deixar de ser apenas instrumentos de planificação e traduzir-se em acções concretas que produzam resultados efectivos para na vida dos cidadãos.
Naa sua visão, fundamenta que o futuro de Moçambique dependerá da capacidade de executar as decisões tomadas no presente.
Intervindo na abertura da Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, Salim Valá afirmou que a planificação só terá verdadeiro valor quando for acompanhada por uma execução eficaz, capaz de produzir impactos reais nas comunidades.
“O maior risco não está em planificar com ambição, está em deixar um fosso entre planificar, orçamentar, executar e monitorar”, afirmou o ministro.
Valá destacou que os planos nacionais de desenvolvimento devem sair do papel e traduzir-se em acções concretas, capazes de responder às necessidades da população e impulsionar o crescimento inclusivo e sustentável do País.
Segundo o governante, o desenvolvimento de uma nação exige uma visão clara, escolhas estratégicas e o envolvimento de todos os sectores da sociedade, uma vez que “nenhuma casa é construída apenas pelo arquitecto, pelo engenheiro ou pelo proprietário”, disse.
Salim Valá explicou que a conferência constitui um momento de reflexão sobre os alicerces construídos por Moçambique nas últimas décadas e sobre as mudanças necessárias para edificar um país mais inclusivo e sustentável.
“Não nos reunimos para julgar os 25 anos que passaram, nem para os celebrar. Reunimo-nos para compreender com honestidade, porque só quem conhece verdadeiramente os seus alicerces consegue decidir o que deve preservar, reforçar, ajustar ou transformar”, afirmou.
Para o ministro, o novo ciclo de desenvolvimento do País deve colocar no centro as necessidades das populações, lembrando que o desenvolvimento se mede por resultados concretos, como escolas em funcionamento, unidades sanitárias melhoradas, estradas que ligam os produtores aos mercados, acesso à energia e melhores condições de saneamento.
Valá considerou ainda que as oportunidades associadas aos recursos naturais, incluindo o gás, devem ser acompanhadas por prudência, pragmatismo e capacidade de gestão, para garantir que a riqueza contribua para o bem-estar das actuais e futuras gerações.
A conferência reúne cerca de 500 participantes nacionais e estrangeiros, em representação de instituições do Estado, sector privado, parceiros de cooperação, sociedade civil, academia, jovens e mulheres, para debater os caminhos do desenvolvimento de Moçambique.
(AIM)
SNN/pc
Fonte: aimnews



