Por: Virgílio Timana
O Jardim Tunduru, na cidade de Maputo, acolhe desde a manhã desta quinta-feira a primeira edição do Mercado das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique (MICMZ), uma iniciativa que reúne artistas, empreendedores, investidores, gestores culturais, compradores e público num espaço dedicado à promoção da economia criativa.
Ao longo de três dias, o evento congrega dezenas de expositores, especialistas nacionais e internacionais, conferencistas e profissionais provenientes de Moçambique, Brasil, África do Sul e Eswatini, afirmando-se como uma plataforma de promoção das indústrias culturais e criativas e de estímulo ao investimento no sector.
Na sessão de abertura, o representante do Conselho Municipal de Maputo, Rodrigo Sala, reafirmou o compromisso da autarquia com a valorização do património cultural e o fortalecimento das políticas públicas dirigidas ao sector. Segundo afirmou, o município continuará a investir na educação patrimonial, na dinamização dos equipamentos culturais e na promoção da criação artística, reconhecendo a cultura como um instrumento de afirmação da identidade e de desenvolvimento local.
O director nacional das Indústrias Culturais e Criativas, Amasse Mucavele, destacou que o MICMZ pretende aproximar a cultura do investimento, criando um espaço de encontro entre criadores, empresários e parceiros nacionais e estrangeiros. "Moçambique é um hub (centro) de criatividade. Trouxemos investidores para criar oportunidades de compra e venda, fortalecer parcerias, promover o intercâmbio e ampliar as redes de contacto", afirmou.
Por sua vez, o representante do Ministério da Educação e Cultura, Roberto Gove, considerou que iniciativas desta natureza reforçam a valorização da cultura e criam condições para que a criatividade se traduza em oportunidades concretas de desenvolvimento económico e social.
A componente internacional do mercado é reforçada pela presença de delegações de vários países. Em representação do Brasil, Rodrigo Lima defendeu o design como uma ferramenta de valorização dos recursos locais e de transformação das identidades culturais em oportunidades de negócio.
Entre os expositores, Adil Amade manifestou expectativa de que o evento contribua para dinamizar o sector da moda, ampliar o acesso a patrocínios e fortalecer o intercâmbio entre os diferentes intervenientes da indústria criativa.

A primeira edição do Mercado das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique decorre até sábado no Jardim Tunduru e pretende afirmar-se como uma plataforma permanente de promoção da cultura, do empreendedorismo e da economia criativa, aproximando criadores, investidores e instituições em torno do desenvolvimento do sector.





