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China constrói o maior íman de fusão nuclear do mundo. Mas para que serve?

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A China acaba de dar um passo de gigante na corrida pela energia limpa ao testar com sucesso o maior íman supercondutor do mundo para reatores de fusão nuclear.

O desenvolvimento deste componente, liderado pela , é um . Para se ter uma noção da escala, este novo dispositivo apresenta um volume 1,3 vezes superior e uma capacidade de armazenamento de energia três vezes maior do que o equivalente desenvolvido para o ITER, o prestigiado projeto internacional sediado em França.

Com este avanço, a nação asiática demonstra que consegue produzir, de forma independente, tecnologia de ponta para acelerar a criação de uma fonte de energia limpa e ilimitada.

Este projeto exigiu seis anos de investigação intensiva, resultando em 47 patentes e na criação de novos padrões técnicos. O íman de campo toroidal, que apresenta uma geometria em forma de D, pesa cerca de 582 toneladas e possui dimensões colossais de 21 metros de comprimento por 12 metros de largura.

Embora tenha sido projetado para operar com uma corrente nominal de 46,5 kiloamperes, os testes superaram as expectativas ao alcançar com sucesso os 60 kiloamperes, o que prova a sua elevada margem de segurança e eficiência.

A principal função deste íman supercondutor consiste em gerar um campo magnético extremamente potente. Este campo funciona como uma barreira invisível capaz de manter o plasma, que atinge temperaturas superiores a 100 milhões de graus Celsius, suspenso no centro do reator, impedindo-o de tocar nas paredes físicas da estrutura.

Sem esta tecnologia, seria impossível proteger o reator do calor extremo e garantir a estabilidade necessária para ageração contínua de eletricidade.

O país tem investido fortemente nesta área desde a década de 1990, tendo já alcançado recordes mundiais de retenção de plasma com o reator EAST. Para o novo sistema, planeia-se a montagem de 16 bobinas semelhantes para criar um campo magnético unificado de alta intensidade.

Embora ainda nenhum reator de fusão no mundo consiga produzir energia líquida de forma sustentável, a China estabeleceu a meta ambiciosa de obter a primeira ignição até 2027.

 

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Fonte: Pplware

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