As autoridades de Consumo de seis comunidades ordenaram a retirada de seis modelos de óculos para observar o eclipse solar devido ao risco de lesões oculares.
Trata-se de óculos das marcas Lionstar, ECP Eye Care Proffesional, Pelispan, Homanaje, Orro e Opticalia, segundo um apublicação da Rede de Alerta Nacional de Consumo, um sistema de intercâmbio de informação entre as administrações destinado a retirar do mercado produtos não alimentares que representam um risco para a segurança dos cidadãos.
Na descrição do risco, explica-se que, ao colocá-los, o utilizador apenas vê escuridão e que, como reação previsível estando de frente para o sol, os retira por um instante para enquadrar a posição e, nesse intervalo sem proteção, os olhos ficam diretamente expostos à radiação solar, produzindo-se uma lesão química ou térmica nas células foveais da retina.
No caso dos óculos da marca Lionstar, modelo LSP1, o produto foi incluído a 5 de agosto pela Direção-Geral do Comércio, Consumo e Serviços da Comunidade de Madrid, com a proibição da sua comercialização e a imobilização das unidades localizadas, à semelhança do que acontece nas restantes notificações.
Os óculos da marca ECP Eye Care Proffesional foram incluídos pelos responsáveis de Consumo da Junta de Castela e Leão na rede de alerta a 3 de agosto.
Quanto aos óculos da marca Pelispan, a ordem de retirada do mercado foi incluída na rede de alerta a 31 de julho de 2026 pelo Instituto Galego de Consumo da Xunta.
Também a Galiza alertou para uns óculos da marca Homanaje, modelo QW-50Z1, com as mesmas irregularidades que implicam risco de lesões oculares. Neste caso, foram incluídos na rede de alerta a 30 de julho.
Os óculos da marca Orro, com ordem de retirada do mercado e proibição de comercialização, são do modelo O37-R, lote 2603-01 (data de fabrico 2026-03). Foram incluídos na rede de alerta pela Direção-Geral de Saúde Pública, Consumo e Cuidados do Governo de La Rioja a 31 de julho.
Por sua vez, a ordem de imobilização e retirada do mercado dos óculos da marca Opticalia foi incluída na rede de alerta coordenada pelo Ministério do Consumo no passado dia 31 de julho pelas autoridades do Governo de Aragão.
Fonte: TVI




