A competição entre China e Estados Unidos pela liderança na inteligência artificial está a ganhar uma nova frente: os mercados de capitais.
Depois de décadas em que Pequim utilizou sobretudo bancos estatais, subsídios, incentivos fiscais e investimento público para financiar sectores considerados estratégicos, as autoridades chinesas estão a abrir progressivamente as bolsas e o mercado obrigacionista às empresas de inteligência artificial, semicondutores e tecnologias avançadas.
A estratégia procura colocar ao serviço desta transformação um mercado accionista e de dívida avaliado em cerca de US$28 biliões, aumentando a capacidade das empresas de captar financiamento directamente junto de investidores e reduzindo a necessidade de o Estado suportar sozinho o enorme custo da competição tecnológica. Segundo a Bloomberg, reproduzida pela Communications Today, esta mudança representa uma das tentativas mais agressivas de Pequim para converter profundidade financeira em capacidade industrial e tecnológica.
A questão é particularmente importante porque a inteligência artificial está a transformar-se numa das actividades industriais mais intensivas em capital da economia contemporânea.
Centros de dados, semicondutores, redes eléctricas, investigação, talento especializado e capacidade computacional exigem investimentos de escala cada vez maior.
E é justamente no acesso ao capital que os Estados Unidos ainda possuem uma vantagem considerável.
Para Cada Dólar Chinês, Empresas Americanas Captaram Mais de Seis
Dados compilados pela Bloomberg indicam que empresas tecnológicas chinesas captaram aproximadamente US$217 mil milhões através de ofertas públicas iniciais e emissões obrigacionistas nos últimos dois anos.
No mesmo período, empresas norte-americanas mobilizaram mais de seis vezes esse montante.
A diferença ajuda a explicar por que razão o acesso ao financiamento se tornou uma componente explícita da estratégia tecnológica chinesa.
Nos Estados Unidos, empresas como Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft e outras grandes plataformas possuem balanços de grande dimensão, fluxos de caixa elevados e acesso a alguns dos mercados financeiros mais profundos do mundo.
Só em 2026, o investimento das grandes empresas tecnológicas norte-americanas em infra-estrutura associada à IA poderá ultrapassar US$730 mil milhões, segundo estimativas de mercado citadas pela Reuters.
A escala é difícil de replicar exclusivamente através de orçamento público ou empréstimos bancários.
É por isso que Pequim está a tentar alterar a arquitectura de financiamento da inovação.
De Política Fiscal Para Política de Mercado
Durante grande parte do processo de industrialização chinesa, a política económica utilizou o balanço do Estado e dos bancos públicos como mecanismos fundamentais para orientar recursos para sectores prioritários.
O modelo ajudou a construir cadeias industriais em áreas como energia solar, baterias, veículos eléctricos, equipamentos de telecomunicações e infra-estruturas.
Mas a actual conjuntura introduziu novos constrangimentos.
O crescimento económico está mais moderado, os governos locais carregam níveis elevados de dívida e Pequim procura limitar a dependência de estímulos indiscriminados.
É neste contexto que os mercados de capitais ganham relevância.
Em vez de financiar directamente cada aposta tecnológica, o Estado pode estabelecer incentivos, regras de acesso, mecanismos de partilha de risco e prioridades regulatórias que levem investidores privados e institucionais a financiar empresas consideradas estratégicas.
A mudança já é visível nas políticas oficiais.
Shanghai anunciou, no final de Julho, novas medidas para ampliar o financiamento directo de empresas tecnológicas, incluindo maior utilização do STAR Market, obrigações de inovação científica e tecnológica, capital de risco corporativo, refinanciamento e facilitação de acesso aos mercados domésticos e internacionais. Até 20 de Julho, empresas de Shanghai cotadas no STAR Market tinham mobilizado cerca de 237,6 mil milhões de yuan através de IPO.
O objectivo é aproximar capital, tecnologia, indústria e mercado.
CXMT Torna-se Símbolo da Nova Estratégia
Poucos acontecimentos ilustram melhor esta mudança do que a entrada em bolsa da ChangXin Memory Technologies — CXMT, um dos fabricantes de semicondutores considerados mais importantes para a estratégia chinesa de autonomia tecnológica.
A empresa chegou ao mercado de Shanghai no final de Julho através de uma oferta pública inicial de aproximadamente 66,6 mil milhões de yuan, equivalentes a cerca de US$9,8 mil milhões, segundo dados reportados pela Bloomberg.
O comportamento das acções tornou a operação ainda mais emblemática.
Os títulos chegaram a subir mais de 500% durante a sessão e encerraram o primeiro dia com uma valorização de cerca de 466%. A valorização transformou temporariamente a CXMT na empresa mais valiosa cotada na China continental, ultrapassando o Industrial and Commercial Bank of China.
O episódio mostra como a política industrial começa a cruzar-se directamente com a formação de preços nos mercados financeiros.
A CXMT é relevante porque produz memórias DRAM utilizadas em servidores, equipamentos electrónicos, automóveis e aplicações de inteligência artificial.
A empresa representava cerca de 9% das entregas mundiais de DRAM no início de 2026 e pretende continuar a ampliar a sua participação, embora ainda enfrente limitações no acesso aos equipamentos mais avançados de produção de semicondutores devido às restrições norte-americanas.
IPO Mais Rápido Para Empresas Estratégicas
A forma como a CXMT chegou à bolsa também é significativa.
Segundo a informação compilada pela Bloomberg, a empresa tornou-se a primeira a passar por um mecanismo-piloto de revisão preliminar destinado a empresas consideradas estrategicamente importantes.
O processo permitiu que algumas questões regulatórias fossem tratadas antes da apresentação formal do pedido de cotação.
Entre a submissão e o início da negociação passaram menos de oito meses — um ritmo particularmente rápido para um processo que anteriormente podia levar anos.
Isto sugere que Pequim não está apenas a pedir ao mercado para financiar tecnologia.
Está também a reconfigurar institucionalmente o acesso das empresas estratégicas ao mercado.
A lógica é semelhante àquela que orientou outros instrumentos de política industrial chinesa: identificar actividades consideradas prioritárias e reduzir os obstáculos que dificultam a expansão do capital nesses sectores.
Dívida Torna-se Outra Frente da Corrida
A transformação não ocorre apenas nas bolsas.
O mercado obrigacionista passou a ocupar uma posição central.
Empresas tecnológicas chinesas venderam pelo menos US$38 mil milhões em obrigações domésticas e internacionais em 2026, o valor mais elevado para o mesmo período desde 2016, de acordo com os dados apresentados pela Bloomberg.
Ainda assim, esse montante corresponde a apenas aproximadamente 7% dos US$578 mil milhões mobilizados pelos seus pares norte-americanos.
Cerca de um terço do financiamento norte-americano foi realizado por Amazon, Alphabet e SpaceX, segundo a mesma análise.
A diferença mostra simultaneamente a dimensão da vantagem financeira americana e a margem que Pequim pretende reduzir.
China Pode Ter Uma Vantagem: Capital Mais Barato
A China ainda não consegue mobilizar tanto capital tecnológico quanto os Estados Unidos.
Mas pode conseguir fazê-lo mais barato.
Segundo dados da Bloomberg, as principais empresas tecnológicas chinesas têm emitido dívida este ano com um cupão médio próximo de 1,9%, mais de 300 pontos-base abaixo dos pares norte-americanos — a maior diferença observada pelo menos desde 2015.
A vantagem reflecte, em parte, taxas de juro e inflação mais baixas na China.
Um exemplo citado é a Contemporary Amperex Technology — CATL, maior fabricante mundial de baterias — que colocou obrigações a cinco anos denominadas em yuan com cupão de 1,58%.
Para comparação, a sul-coreana LG Energy Solution pagou 5,25% numa emissão em dólares de maturidade semelhante.
A diferença não é marginal.
Quando uma empresa precisa de investir dezenas de milhares de milhões em fábricas, centros de dados, investigação e capacidade produtiva, alguns pontos percentuais no custo do capital podem produzir uma vantagem competitiva considerável durante vários anos.
O “Capital Paciente” Entra na Equação
Existe ainda uma característica particular do sistema chinês: a possibilidade de mobilizar aquilo que os investidores designam por capital paciente.
Trata-se de financiamento disposto a aceitar horizontes mais longos de retorno, especialmente quando investidores públicos, institucionais ou alinhados com prioridades nacionais participam do processo.
Zhu Lei, responsável pela renda fixa asiática da Fidelity International, considerou, na análise citada pela Bloomberg, que a combinação entre financiamento barato e capital de longo prazo pode permitir que empresas chinesas invistam mais agressivamente em IA, capacidade produtiva e investigação.
Esta diferença pode adquirir importância particular num sector em que grande parte das empresas ainda apresenta elevados custos de investigação e desenvolvimento e lucros reduzidos ou inexistentes.
É precisamente aí que o modelo bancário tradicional encontra limitações.
Os bancos preferem, normalmente, empresas com fluxos de caixa previsíveis, activos que possam ser utilizados como garantia e níveis de rentabilidade já estabelecidos.
Startups de IA apresentam frequentemente o perfil contrário.
Bancos Não Conseguem Financiar Toda a Inovação
Mesmo na China, onde o sistema bancário desempenha um papel muito maior na intermediação financeira do que nos Estados Unidos, esta limitação está a tornar-se evidente.
Segundo dados do People’s Bank of China referidos pela Bloomberg, empréstimos tecnológicos representaram 22% do novo crédito empresarial no segundo trimestre.
Grande parte desse financiamento, porém, dirigiu-se a empresas maduras e não necessariamente às startups de crescimento elevado e maior risco.
Isso ajuda a explicar a crescente utilização dos mercados de capitais.
Acções permitem financiar empresas sem obrigá-las a gerar imediatamente fluxos de caixa suficientes para pagar juros.
Capital de risco consegue aceitar taxas elevadas de insucesso em troca de ganhos muito superiores nas empresas que conseguem crescer.
Obrigações especializadas podem preencher o espaço entre os dois modelos.
O resultado é uma arquitectura de financiamento mais diversificada.
US$26 Biliões de Poupança Familiar Entram no Radar
A estratégia chinesa possui ainda outra fonte potencial de capital: a enorme poupança das famílias.
Segundo a Bloomberg, os cidadãos chineses detêm aproximadamente US$26 biliões em poupanças, constituindo uma das maiores reservas de riqueza financeira doméstica do mundo.
Uma parte significativa encontra-se tradicionalmente concentrada em depósitos bancários e, anteriormente, no imobiliário.
Se Pequim conseguir criar condições para que uma fracção dessa poupança migre para fundos, acções e obrigações ligadas à tecnologia, poderá ampliar significativamente a disponibilidade de capital para inovação sem aumentar na mesma proporção o endividamento público.
É aqui que a valorização das empresas tecnológicas assume uma dimensão de política económica.
Investidores domésticos só estarão dispostos a deslocar poupança para estes activos se acreditarem que podem obter retornos.
O STAR 50, fortemente exposto às empresas tecnológicas, atingiu um máximo histórico em Junho e acumulava uma valorização próxima de 30% no ano, enquanto o CSI 300 avançava apenas cerca de 1,4%, segundo os dados apresentados no material da Bloomberg.
O dinheiro privado começa, assim, a seguir a direcção definida pela política industrial.
DeepSeek, Moonshot e Uma Nova Vaga de Listagens
A CXMT poderá não constituir um caso isolado.
Outras empresas associadas à inteligência artificial preparam novos movimentos nos mercados de capitais.
A Bloomberg refere que Z.AI e MiniMax procuram cotação nas bolsas da China continental depois das respectivas estreias em Hong Kong, enquanto a Moonshot AI tem preparado uma futura oferta pública.
A DeepSeek também começou a estruturar as condições para uma possível entrada no mercado.
A importância destas operações ultrapassa a captação inicial de recursos.
Uma empresa cotada passa a possuir acesso recorrente a aumentos de capital, obrigações convertíveis, aquisições financiadas com acções e outras formas de financiamento que podem apoiar a expansão durante vários anos.
EUA Ainda Possuem Uma Vantagem Estrutural
Apesar da mobilização chinesa, o volume de capital disponível nos Estados Unidos continua substancialmente superior.
A própria comparação dos US$217 mil milhões captados pelas empresas chinesas com mais de seis vezes esse montante nos Estados Unidos mostra que o sistema financeiro americano permanece uma das principais vantagens competitivas de Silicon Valley.
Além disso, os gigantes tecnológicos norte-americanos conseguem financiar grande parte da expansão da IA através dos seus próprios fluxos de caixa.
A Amazon, Alphabet, Microsoft e Meta não são apenas empresas tecnológicas.
São também alguns dos maiores geradores de caixa empresarial do mundo.
Mesmo assim, a escala dos investimentos em IA está a obrigá-las a recorrer com maior intensidade aos mercados de dívida. A Reuters reportou recentemente que Amazon, Meta, Oracle e outros grandes grupos intensificaram emissões obrigacionistas, enquanto a Alphabet preparava uma operação que poderia alcançar US$25 mil milhões.
A corrida tecnológica está, portanto, a transformar-se igualmente numa corrida de balanços e financiamento.
A Restrição Mais Difícil Continua Nos Chips
Ter capital disponível não significa automaticamente possuir capacidade tecnológica equivalente.
A China continua limitada pelo acesso aos semicondutores de inteligência artificial mais avançados e aos equipamentos necessários para produzi-los.
As restrições impostas por Washington procuram precisamente impedir que empresas chinesas tenham acesso às tecnologias mais sofisticadas utilizadas na computação de alto desempenho.
A CXMT ilustra esse desafio.
A empresa está a expandir produção e quota de mercado, mas continua dependente da capacidade da indústria chinesa de substituir equipamentos e tecnologias estrangeiras que se encontram sujeitos a controlos de exportação.
O próprio Chris Miller, autor de Chip War, citado no material da Bloomberg, chama atenção para esta diferença: empresas chinesas podem desenvolver uma vantagem no custo do capital, mas o custo da computação doméstica continua elevado devido à diferença de desempenho dos chips disponíveis.
O financiamento pode acelerar a aproximação.
Não elimina automaticamente a distância tecnológica.
China Pode Precisar de Menos Capital Para Competir
Há, porém, outro elemento a considerar: eficiência.
A disputa pela IA não será necessariamente vencida pelo país que investir o maior montante absoluto.
Modelos chineses como DeepSeek ajudaram a introduzir a possibilidade de alcançar desempenho competitivo utilizando significativamente menos recursos computacionais do que algumas abordagens ocidentais.
A análise da Bloomberg cita estimativas do UBS segundo as quais o custo de treino de modelos chineses pode representar menos de 10% do observado entre alguns dos principais grupos internacionais, enquanto os preços médios de API dos grandes modelos chineses estariam abaixo de 20% dos níveis praticados por concorrentes globais comparáveis.
Se essas diferenças forem sustentáveis, a comparação entre China e Estados Unidos deixa de ser simplesmente US$ por US$.
Passa a ser uma comparação entre quantidade de capital e produtividade do capital.
Da Inovação à Industrialização
É precisamente neste ponto que a China possui uma vantagem que os mercados financeiros não conseguem medir isoladamente.
Pequim desenvolveu nas últimas décadas uma enorme capacidade de transformar tecnologias em produção industrial de grande escala.
Veículos eléctricos, baterias e painéis solares constituem alguns dos exemplos mais visíveis.
A Reuters assinala que a estratégia industrial chinesa continua fortemente orientada para sectores avançados, incluindo veículos eléctricos, baterias, semicondutores e outras áreas de manufactura tecnológica.
Na IA, a China poderá tentar aplicar uma fórmula semelhante: não necessariamente superar os Estados Unidos primeiro na fronteira absoluta da investigação, mas reduzir rapidamente a distância através de industrialização, escala, engenharia, cadeias de fornecimento e redução de custos.
Capital barato torna essa estratégia mais poderosa.
Mas Existe Também o Risco de Capital Em Excesso
Direccionar grandes volumes de recursos para sectores escolhidos pela política industrial não está isento de riscos.
A própria experiência chinesa com painéis solares e veículos eléctricos demonstra que o sucesso na mobilização de capital pode produzir capacidade produtiva muito superior à procura, concorrência extremamente agressiva e compressão das margens.
A Fidelity alerta, na análise citada pela Bloomberg, para a possibilidade de a mesma dinâmica ocorrer em alguns segmentos tecnológicos.
Há ainda sinais de valorização que exigem prudência.
A subida de 466% da CXMT na primeira sessão sugere um entusiasmo muito elevado e poderá igualmente indicar que a empresa entrou em bolsa a um preço muito inferior ao que os investidores estavam dispostos a pagar.
Isso beneficia quem adquiriu as acções no IPO, mas significa também que a própria empresa poderia, teoricamente, ter captado mais recursos através da operação.
Um mercado direccionado por prioridades políticas precisa, portanto, continuar a desempenhar uma função essencial: distinguir empresas economicamente viáveis de projectos que sobrevivem apenas porque o capital é abundante.
O Que Está Em Jogo É Mais do Que IA
A estratégia chinesa representa uma mudança significativa na relação entre Estado e mercado.
O Estado não desaparece.
Pelo contrário: define sectores prioritários, altera mecanismos regulatórios, incentiva instituições financeiras e cria condições para determinados tipos de financiamento.
Mas procura fazer com que uma parcela crescente do risco e do capital seja absorvida por investidores.
É uma espécie de política industrial através do mercado de capitais.
E a experiência começa a ser observada num momento em que o próprio Governo chinês reconhece a inovação, inteligência artificial, semicondutores e manufactura avançada entre as componentes centrais da próxima fase de desenvolvimento. Dados oficiais mostram que a produção chinesa de circuitos integrados cresceu 10,9% em 2025, enquanto a manufactura de alta tecnologia avançou 9,4%.
Capital Pode Redefinir a Corrida, Mas Não Decidi-la Sozinho
A China dispõe agora de três activos particularmente relevantes nesta disputa: uma enorme base industrial, uma das maiores reservas de poupança doméstica do mundo e mercados financeiros suficientemente profundos para mobilizar capital em escala.
Os Estados Unidos mantêm outras vantagens: empresas tecnológicas altamente rentáveis, mercados de capitais ainda mais profundos, liderança em vários segmentos de semicondutores e um ecossistema consolidado de investigação, universidades, capital de risco e computação avançada.
Por isso, os US$28 biliões que Pequim procura colocar progressivamente ao serviço da tecnologia não representam um cheque de US$28 biliões para a inteligência artificial.
Representam algo potencialmente mais importante: uma tentativa de transformar a arquitectura financeira chinesa numa parte estrutural da política industrial.
A corrida entre as duas maiores potências tecnológicas do mundo já não se disputa apenas em laboratórios, chips ou modelos de linguagem.
Disputa-se também na capacidade de transformar poupança em investimento, investimento em inovação e inovação em produção competitiva.
E, nessa nova fase, o custo, a profundidade e a eficiência do capital podem tornar-se tão estratégicos quanto o próprio algoritmo.
Fonte: O Económico



