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A Porsche está de saída do fundo conjunto de emissões da Volkswagen, com o objetivo de evitar que o grupo alemão seja obrigado a pagar uma fatura astronómica à União Europeia (UE).
As regras da UE para as emissões de CO2 dos automóveis não dão tréguas a ninguém, nem sequer a gigantes como a , exigindo que a média de emissões de todos os carros vendidos por uma marca num ano não ultrapasse os 93,6 g/km.
O problema é que o Grupo Volkswagen fechou o ano passado com uma média de 100 g/km e, mesmo tendo vários modelos elétricos no mercado, estes ainda não têm expressão suficiente nas vendas para puxar a média para baixo.
Ora, por cada grama de CO2 acima do limite, multiplicado por cada veículo vendido, a multa é de 95 euros. Segundo Arno Antlitz, diretor financeiro do Grupo Volkswagen, citado pela , a marca prevê penalizações anuais entre os 400 e os 500 milhões de euros até 2027.
No pior cenário, o total pode chegar aos 1,5 mil milhões de euros.
Para contornar as multas, muitas fabricantes recorrem aos chamados "fundos conjuntos de emissões", associando-se a marcas com carros mais eficientes para equilibrar as contas, tal como já acontecia com a compra de por parte de outras empresas.
Com uma média de emissões de 130,2 g/km no ano passado, a era um dos principais responsáveis por puxar a média do Grupo Volkswagen para cima.
Agora, a solução encontrada pela Porsche passa por abandonar o fundo conjunto interno do grupo e formar uma nova aliança com a chinesa Xpeng.
Com este acordo, a empresa alemã consegue baixar a sua própria média de emissões, a garante uma receita extra, considerando que a marca vendeu cerca de 19 mil carros na Europa no ano passado, e, indiretamente, a Volkswagen alivia a pressão sobre o resultado final do grupo.
Apesar desta manobra, a Volkswagen continua a apostar fortemente em modelos elétricos mais acessíveis, como o ID. Polo e o ID. Cross, fundamentais não só pelas vendas que podem gerar, mas também pelo impacto direto na média de emissões do grupo.
Não obstante, a partir de 2030, a UE deverá exigir uma média de apenas 49,5 g/km para os automóveis de passageiros, um objetivo bem mais ambicioso, que vai obrigar a Volkswagen, bem como toda a indústria automóvel europeia, a acelerar ainda mais a transição para os elétricos e híbridos plug-in.
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Fonte: Pplware







