Maputo, 17 Ago (AIM) – A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, defendeu hoje, em Maputo, o reforço da cooperação entre os mercados seguradores africanos, como forma de aumentar a capacidade do continente para gerir riscos e apoiar o desenvolvimento sustentável.
Benvinda Levi falava na abertura da 48.ª Conferência Anual da Organização das Seguradoras da África Oriental e Austral (OESAI), que reúne representantes do sector segurador de vários países.
“Não há desenvolvimento sustentável sem resiliência, nem resiliência sem uma gestão adequada de riscos”, afirmou a governante.
Apontou as alterações climáticas, eventos extremos, riscos cibernéticos, transformação tecnológica, défice de infra-estruturas e incertezas da economia global como alguns dos principais desafios actuais.
Segundo a Primeira-Ministra, Moçambique está exposto a ciclones, cheias e secas, mas dispõe igualmente de oportunidades de investimento nos sectores da energia, recursos naturais, agricultura, transportes e infra-estruturas.
“A concretização sustentável destes investimentos exige mecanismos adequados de gestão e transparência de riscos e, por conseguinte, um mercado segurador sólido, profissional, inovador e capaz de responder a uma economia em transformação”, disse.
Levi destacou a evolução do mercado segurador nacional, que integra actualmente 23 seguradoras, uma microseguradora, uma resseguradora, oito entidades gestoras de fundos de pensões, 201 corretoras e 37 agentes.
Em 2025, a produção global do sector atingiu cerca de 24,6 mil milhões de meticais, com uma taxa de penetração de aproximadamente 1,6 por cento. No primeiro semestre de 2026, a produção ultrapassou 12,2 mil milhões de meticais.
Apesar deste crescimento, a governante apontou como desafio a reduzida cobertura da população adulta, estimada em cerca de 17 por cento.
“Alargar o acesso aos seguros é uma questão de inclusão financeira, protecção social e resiliência económica”, afirmou.
A Primeira-Ministra defendeu ainda o aproveitamento da inteligência artificial, da ciência de dados e da transformação digital para melhorar a avaliação e a gestão de riscos, desenvolver produtos adequados e reduzir custos.
“Nenhum país poderá enfrentar estes desafios isoladamente”, advertiu, apelando ao reforço da cooperação entre seguradoras, resseguradoras, reguladores e demais intervenientes.
Levi considerou que uma maior integração dos mercados poderá aumentar a capacidade africana de reter, gerir e financiar riscos, contribuindo para mobilizar poupança, apoiar investimentos e acelerar o desenvolvimento socioeconómico.
A 48.ª Conferência Anual da OESAI decorre em Maputo até 20 de Agosto.
(AIM)
NL/pc
Fonte: aimnews






