A ExxonMobil adjudicou contratos de pré-investimento de 1,1 mil milhões de dólares (947 milhões de euros) para equipamentos críticos no Rovuma LNG, em Moçambique, aproximando-se da decisão final de investimento do megaprojeto de gás.
Em comunicado, a ExxonMobil Moçambique, em nome dos parceiros da Área 4, anunciou a adjudicação dos contratos destinados à aquisição e fabrico de equipamentos considerados essenciais para a primeira fase do desenvolvimento do Rovuma LNG, em Cabo Delgado, um dos maiores projetos de Gás Natural Liquefeito (GNL) em África.
Segundo a petrolífera norte-americana, os contratos abrangem serviços de engenharia, aquisição e fabrico de sistemas de produção submarina, válvulas de produção de grande diâmetro e gasodutos ‘offshore’.
A empresa considera que a adjudicação representa um marco no avanço do projeto e demonstra “o compromisso dos parceiros da Área 4 à medida que avançam para uma Decisão Final de Investimento (FID)“.
“A adjudicação destes contratos representa mais um passo importante para o avanço do projeto Rovuma LNG e reflete o forte compromisso dos parceiros da Área 4 com o desenvolvimento responsável dos recursos de gás natural de classe mundial de Moçambique”, afirmou a diretora-geral e presidente do conselho de administração da ExxonMobil em Moçambique, Johanna Boothey, no comunicado.
“Ao garantir equipamentos críticos de longo prazo, estamos a posicionar o projeto para uma execução eficiente e a apoiar o potencial económico de longo prazo deste investimento estratégico para Moçambique”, acrescentou.
O maior contrato foi adjudicado à OneSubsea UK Limited e à OneSubsea AS, com trabalhos a serem realizados em Moçambique com o apoio da Aker Solutions Mozambique, Limitada, envolvendo serviços de engenharia, aquisição, fabrico e produção relacionados com sistemas de produção submarina, sistemas de controlo e umbilicais.
O anúncio surge menos de duas semanas depois de a ExxonMobil ter revelado a seleção do consórcio SMDC, formado pela Saipem, McDermott Energy Solutions, Daewoo Engineering & Construction e China Petroleum Engineering & Construction Corporation, para os serviços de engenharia, aquisições e construção (EPC) da primeira fase do desenvolvimento em terra do projeto.
O projeto Rovuma LNG é liderado pela ExxonMobil, enquanto operadora delegada da Área 4, em parceria com a ENH, CNPC, ENI, KOGAS e XRG.
A ExxonMobil levantou em novembro a declaração de força maior que mantinha suspenso o desenvolvimento do projeto desde os ataques insurgentes de 2021 em Cabo Delgado.
Moçambique tem aprovados três grandes projetos de exploração das reservas de gás da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo.
Além do Rovuma LNG, com capacidade projetada de 18,6 milhões de toneladas por ano, a TotalEnergies prevê iniciar exportações de GNL da Área 1 em 2029, com capacidade de 13 milhões de toneladas anuais.
O projeto Rovuma LNG poderá gerar cerca de 150 mil milhões de dólares (131 mil milhões de euros) em receitas para o Estado moçambicano ao longo de 30 anos de operação.
Um estudo do Standard Bank estima ainda um impacto anual de cerca de 11 mil milhões de dólares (9,6 mil milhões de euros) no Produto Interno Bruto moçambicano e a criação de mais de 150 mil empregos.
Fonte: Observador





