O porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, discursou sobre os impactos nas populações afetadas, como deslocamento forçado e o déficit de financiamento para ajuda humanitária.
Crise no Sudão
No Sudão, confrontos em Um Arada, no estado de Kordofan do Norte, deixaram mais de 12 mortos e 4,2 mil pessoas deslocadas, segundo a Organização Internacional para as Migrações, OIM.
A violência na região levou a suspensão de serviços de saúde em Al Mazroub durante um surto de cólera.
No estado do Nilo Azul, novos combates deslocaram cerca de 5,4 mil cidadãos.
Apesar das dificuldades logísticas, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, atendeu 2,3 milhões no mês de julho.
De acordo com a ONU, o financiamento humanitário obteve apenas 41% dos US$ 2,9 bilhões solicitados.
Embora nenhum caso de ebola tenha sido registrado, as agências das Nações Unidas mobilizaram ações preventivas e de vigilância na fronteira com a República Democrática do Congo, onde está o epicentro da doença.

Uma mãe e seus filhos examinam seus pertences após um cômodo de sua casa ter sido incendiado em um ataque de colonos no sul de Hebron, Cisjordânia (Julho de 2025)
Crise no Oriente Médio
Na Cisjordânia, equipes humanitárias atenderam a vila de Qusra, onde famílias palestinas ficaram presas devido à instalação de um posto avançado de assentamento israelense.
O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários, Enucah, informou que três famílias permanecem cercadas por forças armadas do país.
Sob ataque de ocupantes de assentamentos, reparos nas redes de água e eletricidade foram concluídos. Registrou-se ainda o ferimento de civis por munição na província de Hebron.
Na Faixa de Gaza, ataques aéreos, disparos de artilharia e investidas navais atingiram a "Linha amarela", pequena região onde estão refugiadas mais de 2,1 milhões de pessoas.
Menos de 40% dos US$ 4 bilhões necessários para o apoio humanitário em Gaza e na Cisjordânia foram arrecadados em 2026.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano, Unifil, confirmou o aumento de ataques aéreos, disparos e atividades marítimas das Forças de Defesa de Israel, IDF, no sul do país.
Foram registrados ao menos 17 mortos ou feridos por ataques do Houthis no Iêmen desde o início do mês, incluindo um campo de refugiados em Ma'rib. O Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou preocupação com o aumento de vítimas civis na região.
Consequências dos conflitos
Esses conflitos impedem redes de apoio e dificultam a segurança para o trabalho das equipes.
Para a ONU, sem um engajamento diplomático efetivo para o término das hostilidades e apoio financeiro de doadores internacionais, as crises humanitárias no Oriente Médio e no continente africano tendem a piorar.
Fonte: ONU




