InícioRevistaSaúdeDEZASSETE UNIDADES SANITÁRIAS DO MUNICIPIO MAPUTO REFORÇAM PREVENÇÃO DO HIV

DEZASSETE UNIDADES SANITÁRIAS DO MUNICIPIO MAPUTO REFORÇAM PREVENÇÃO DO HIV

Por: Virgílio Timana

Dezassete unidades sanitárias do Município de Maputo já administram o Lenacapavir, medicamento injectável de longa duração usado na Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para prevenir a infecção pelo HIV. A informação foi avançada esta quarta-feira, 26 de Agosto, pela vereadora de Saúde e Qualidade de Vida, Alice de Abreu, durante uma visita de parlamentares da Alemanha e do Luxemburgo ao Centro de Saúde de Xipamanine, no Distrito Municipal Nhlamankulu.

A administração do medicamento começou na capital moçambicana após o seu lançamento oficial, em Abril deste ano, e prevê a aplicação de uma dose com duração de aproximadamente seis meses. A medida pretende facilitar o acesso à prevenção, sobretudo entre pessoas com maior risco de contrair o HIV.

Durante a visita, Alice de Abreu explicou que o Município tem trabalhado com organizações da sociedade civil na mobilização das comunidades e na identificação de pessoas elegíveis para a PrEP injectável. As acções decorrem em diferentes espaços, incluindo escolas, mercados e comunidades.

Segundo a responsável, a adopção do Lenacapavir poderá contribuir para reduzir o número de deslocações dos utentes às unidades sanitárias, uma vez que o método é administrado apenas duas vezes por ano.

A vereadora defendeu a continuidade do apoio dos parceiros de cooperação e das organizações da sociedade civil para consolidar a estratégia de prevenção e ampliar o alcance dos serviços.

Por sua vez, Johannes Wagner, membro do Parlamento alemão e representante da delegação, afirmou estar impressionado com o trabalho desenvolvido junto dos pacientes, destacando o desempenho dos profissionais de saúde moçambicanos.

A introdução da PrEP injectável surge num contexto de preocupação com as novas infecções pelo HIV, particularmente entre adolescentes e jovens. A expansão do serviço nas unidades sanitárias de Maputo constitui, neste sentido, mais uma frente na resposta preventiva à epidemia, com aposta na diversificação dos métodos disponíveis e na aproximação dos serviços às comunidades.

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