InícioRevistaSociedadeInhambane: “Hoje vimos desfilar Moçambique unido – Daniel Chapo

Inhambane: “Hoje vimos desfilar Moçambique unido – Daniel Chapo

Inhambane, (Moçambique), 29 AGO. (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Inhambane, que a unidade nacional constitui um factor determinante para a sobrevivência e o desenvolvimento de Moçambique, destacando o papel da juventude e do desporto escolar na construção de uma sociedade mais coesa e inclusiva.

Chapo falava na cerimónia de abertura da XVI edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, que decorre na província de Inhambane e reúne cerca de 2.500 agentes desportivos, dos quais 1.584 estudantes-atletas, que competem nas modalidades de andebol, basquetebol, atletismo, voleibol, xadrez, ginástica e jogos tradicionais.

Perante uma plateia maioritariamente constituída por jovens, o Chefe do Estado considerou Inhambane a “casa comum da juventude moçambicana” e destacou a diversidade cultural e desportiva patente no desfile das delegações provinciais.

“Hoje, vimos desfilar, diante dos nossos olhos, muito mais do que equipas desportivas, muito mais do que delegações provinciais. Vimos desfilar o presente e o futuro de Moçambique. Vimos desfilar a nossa diversidade cultural, bastante rica, a diversidade desportiva. Vimos desfilar a nossa unidade nacional, o segredo das nossas vitórias como um povo. Hoje, vimos desfilar Moçambique unido”, afirmou.

Segundo Chapo, a presença de milhares de jovens no evento demonstra uma nação que acredita na sua juventude e reconhece na escola e no desporto instrumentos para preparar o futuro.

“Em cada sorriso, em cada passo firme destes jovens e adolescentes, vimos uma nação moçambicana que acredita em si própria, que investe na sua juventude e que encontra na escola e no desporto razões para olhar o futuro com determinação e confiança”, disse.

O Presidente sublinhou que os Jogos Escolares ultrapassam o âmbito de uma simples competição desportiva, por constituírem um espaço de encontro entre sonhos, talentos e esperanças, onde os estudantes aprendem que competir não significa dividir, mas unir e crescer juntos.

“Hoje não estamos apenas a abrir uma competição, mas um espaço onde se encontram sonhos, talentos e esperanças. Um espaço onde o desporto se transforma numa verdadeira escola de cidadania e os estudantes aprendem que competir não significa dividir, mas unir e crescer juntos. Ao olharmos para este estádio, percebemos o futuro de Moçambique”, afirmou.

Chapo destacou igualmente o papel dos Jogos Escolares na promoção da convivência entre jovens de diferentes províncias, considerando que esses encontros ajudam a consolidar o sentido de pertença a uma mesma pátria.

“Quando um estudante de Cabo Delgado compete ao lado de outro de Maputo, quando um jovem de Niassa faz amizade com um colega de Gaza, quando os rapazes e raparigas de todas as províncias deste nosso belo Moçambique convivem, aprendem e celebram juntos, Moçambique deixa de ser apenas um território para afirmar-se como uma verdadeira comunidade de destino comum”, afirmou.

Para o Presidente, é através desses momentos de convivência que a juventude percebe que o desenvolvimento do país é uma responsabilidade colectiva.

“É por isso que, quando hoje olhamos para estas bancadas, não vemos apenas estudantes, mas o rosto do Moçambique a florescer, como um único povo”, acrescentou.

O Chefe do Estado destacou ainda o papel da escola como o maior instrumento de transformação social, defendendo uma educação capaz de formar cidadãos preparados não apenas para os exames, mas também para a vida.

“É na escola que adquirimos conhecimentos, aprendemos a pensar, a respeitar os outros, a cooperar e a servir o bem comum. É por isso que defendemos uma educação que forma pessoas completas, uma educação que prepara jovens para os exames, mas igualmente para a vida”, explicou.

Neste contexto, considerou o desporto escolar uma extensão da sala de aulas e um espaço privilegiado para a transmissão de valores.

“É aqui que transmitimos conhecimento, transformamos o carácter das pessoas, descobrimos talentos e cultivamos valores que amanhã determinarão a qualidade da nossa sociedade. O campo desportivo é uma extensão da sala de aulas”, disse.

Chapo apelou ainda aos jovens para encararem a disciplina, a persistência e o trabalho como factores indispensáveis para alcançar o sucesso, lembrando que as vitórias não são construídas de forma solitária.

“Aprendemos que perder faz parte do caminho para vencer e, sobretudo, que o respeito pelo adversário é uma demonstração de grandeza e não de fraqueza. O verdadeiro campeão não é apenas aquele que conquista medalhas, é aquele que vence as suas próprias limitações, sabe ser humilde na vitória e digno na derrota”, afirmou.

Segundo o Presidente, o verdadeiro campeão é também aquele que sabe apoiar os outros nos momentos de dificuldade.

“É aquele que estende a mão ao colega quando este cai. Esses são os campeões de que Moçambique mais necessita como povo, daí a razão da realização destes Jogos Desportivos Escolares”, acrescentou.

O Presidente defendeu que o talento desportivo deve estar associado à escola, por ser neste espaço que muitas carreiras começam, citando como exemplo a campeã mundial e olímpica moçambicana Maria de Lurdes Mutola.

“Começam numa escola, com um professor que acreditou, um treinador que orientou ou numa família que apoiou. Se não existisse o Stélio Cravarinha, não existiria a Lurdes Mutola”, afirmou.

Para Chapo, o desporto escolar deve ser encarado como um viveiro dos grandes talentos nacionais, uma vez que o potencial pode surgir em qualquer distrito, escola ou família.

“O talento é como uma semente, pode existir em qualquer distrito deste nosso belo e vasto Moçambique, em qualquer escola e em qualquer família, mas nenhuma semente floresce sem oportunidade, sem orientação, sem disciplina, sem carácter, sem integridade, sem responsabilidade, sem competência, sem dedicação e sem trabalho”, sublinhou.

Nesta perspectiva, defendeu que cabe ao Estado criar condições para que nenhum talento permaneça oculto e para que os jovens possam transformar o seu potencial em contributo efectivo para o desenvolvimento do país.

“Compete-nos criar uma verdadeira ponte entre as escolas, os clubes, as federações e as selecções nacionais para que nenhum talento se perca por falta de oportunidade”, afirmou, acrescentando que esta responsabilidade deve ser partilhada pelo Estado, pela sociedade e pelo sector privado.

Chapo destacou igualmente a dimensão inclusiva da presente edição dos Jogos Escolares, defendendo que crianças e jovens, independentemente das suas condições, devem ter acesso às mesmas oportunidades.

“O lema desta edição fala-nos de inclusão, o que significa garantir que nenhum estudante fique para trás. Queremos que uma criança com deficiência encontre no desporto uma oportunidade de superação. Queremos que raparigas e rapazes tenham exactamente as mesmas oportunidades para competir, liderar e vencer”, afirmou.

O Presidente acrescentou que cada jovem deve ser valorizado pelo seu esforço, mérito e talento, considerando que “uma sociedade inclusiva começa precisamente na escola”.

A XVI edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares decorre sob o lema “Desporto escolar inclusivo, promovendo o patriotismo, o talento e a solidariedade”.

(AIM)

 

Fonte: aimnews

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