Resumo
A operadora DIGI destaca-se no mercado nacional pela velocidade máxima de 2000 Mbps de download e upload, independentemente do tarifário escolhido. No entanto, para usufruir do 4G e 5G, é necessário que o equipamento suporte as bandas específicas B8, B3, B7, n7, n38 e n78. A rede móvel da DIGI utiliza um valor de MTU fixado em 1400, o que pode causar problemas em routers de banda larga, resolvidos ao ajustar manualmente o valor do MTU para 1464. A cobertura da operadora está em expansão, mas a falta de um mapa oficial atualizado leva os utilizadores a recorrer ao CellMapper para identificar antenas na área. A DIGI começa a competir com as operadoras tradicionais em Portugal.
Assim, se tens ou estás a pensar meter um cartão da nova operadora no teu smartphone (ou até num router 4G/5G para teres net em casa), há particularidades muito específicas que deves mesmo dominar para não ficares a pensar que o serviço está com problemas.
Antes de mais nada, a boa notícia é que, ao contrário do que acontece com os três operadores tradicionais, a velocidade na DIGI não está presa ao plano que escolhes na fatura.

O primeiro grande trunfo da operadora está na velocidade contratada. Independentemente de teres um tarifário pré-pago ou pós-pago, a velocidade máxima configurada na rede (o chamado AMBR) está trancada nuns impressionantes 2000 Mbps de download e 2000 Mbps de upload, com uma prioridade de rede QCI 9.
Isto significa que quer gastes muito ou pouco por mês, vais navegar sempre à velocidade máxima que a antena onde estás ligado conseguir dar.
Mas, nem tudo é 5 estrelas. A rasteira aqui está no suporte do teu próprio telemóvel. Para teres direito ao 4G e 5G em pleno, o teu equipamento precisa de suportar as bandas B8, B3 e B7 no LTE, e as bandas n7, n38 e n78 no 5G.
O detalhe é que a cobertura 5G da DIGI em Portugal assenta maioritariamente na banda n38. Se o teu smartphone não tiver esta banda específica ativa, só vais conseguir apanhar 5G nos raros locais onde exista a banda n78 ou no interior do Metro do Porto, onde usam a banda n7.

Outro ponto que tem gerado alguma dor de cabeça aos utilizadores prende-se com o uso dos cartões em routers de banda larga. A rede móvel da DIGI utiliza um valor de MTU fixado em 1400, que é ligeiramente mais baixo do que o padrão normal de 1500 utilizado pela concorrência.
Por isso, se meteres o cartão diretamente num smartphone, não notas nada. Mas, se o colocares num router para partilhar internet, vais notar que algumas aplicações falham e certos sites simplesmente recusam-se a carregar.
A solução não é mudar de DNS, mas sim ajustar o tamanho dos pacotes de dados. Em vários testes com routers da Huawei, o problema ficou totalmente resolvido ao alterar manualmente o valor do MTU para 1464 (ou valores aproximados como 1420 e 1440 noutras marcas) na página de gestão do aparelho. É um truque simples que salva qualquer ligação.
Por fim, como a operadora ainda não disponibiliza um mapa de cobertura oficial atualizado em tempo real.
Por isso, a melhor alternativa para saberes onde estão as antenas na tua zona é dares um salto ao CellMapper. Se usas Android, podes inclusive descarregar a aplicação deles e ajudar a mapear os sites que faltam para colocar a cobertura em Portugal Continental e Ilhas a 100%.
Mas, é inegável que a cobertura está a crescer todos os meses, e ainda bem. A DIGI já começa a meter medo a sério às velhas operadoras Portuguesas.
Fonte
Fonte: Zero Zero






