InícioSaúdeÁlcool: desafio é colocar medidas em prática e mantê-las, diz OMS

Álcool: desafio é colocar medidas em prática e mantê-las, diz OMS

Resumo

A OMS lança um novo relatório destacando a importância de transformar políticas de álcool baseadas em evidências em ações concretas para reduzir os danos relacionados ao consumo, que causam cerca de 2,6 milhões de mortes por ano. Medidas como políticas de preços, controle da disponibilidade e comercialização, restrições à publicidade e ações contra a condução sob efeito de álcool são essenciais, mas o desafio está na implementação e manutenção ao longo do tempo. Uganda, Nepal, Irlanda e Sri Lanka apresentarão suas experiências durante o evento virtual de lançamento do relatório da OMS. O documento destaca os avanços desde 2018 na implementação do Plano de Ação Global sobre o Álcool 2022–2030 e é direcionado a Estados-Membros, parceiros e organizações da sociedade civil envolvidos na área de políticas sobre álcool e prevenção de doenças não transmissíveis.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulga nesta sexta-feira um novo relatório, mostrando como os países estão começando a transformar políticas de álcool baseadas em evidências em ações concretas. 

Segundo a OMS, os danos relacionados ao consumo de álcool, que causam cerca de 2,6 milhões de mortes por ano, poderiam ser evitados, porque são moldados pelas políticas que os países escolhem adotar. 

O que pode ser feito para reduzir os danos relacionados ao consumo

A OMS destaca que as medidas que reduzem os danos são bem conhecidas. As principais delas incluem, por exemplo, políticas de preços, controle da disponibilidade e comercialização, restrições à publicidade e ao marketing, ações contra a condução sob efeito de álcool e programas de aconselhamento. 

O desafio, de acordo com a organização, está em colocar essas medidas em prática e mantê-las ao longo do tempo. 

Uganda, Nepal, Irlanda e Sri Lanka apresentarão experiências 

O documento “Implementando o que funciona na política sobre álcool: relatório de progresso da iniciativa Safer” será lançado nesta sexta-feira durante evento virtual da OMS. 

Quatro países apresentarão, em condições de igualdade, como é, na prática, a implementação de políticas sobre álcool, incluindo os obstáculos enfrentados e as pressões exercidas pela indústria ao longo do processo. 

Uganda, por exemplo, está promovendo a integração da política sobre álcool em diferentes setores do governo e introduzindo a triagem e o aconselhamento breve sobre consumo de álcool nos cuidados primários de saúde de rotina. 

Uma jovem examina uma garrafa de bebida alcoólica na seção de bebidas de um supermercado em Moscou, na Rússia.
OMS/Sergey Volkov
Uma mulher compra bebidas alcoólicas em um supermercado

Já o Nepal mostra como a sociedade civil e os tribunais defenderam uma proibição nacional da publicidade de bebidas alcoólicas em 2023, apoiados por uma rede de monitoramento formada por voluntários. 

Outro país que estará presente é a Irlanda, que implementa, segundo a OMS, uma das legislações sobre álcool mais abrangentes do mundo, alcançando cerca de 190 mil pessoas em dez comunidades.

O Sri Lanka, por sua vez, desenvolve uma plataforma nacional de implementação, apoiada por um estudo de caso de investimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, que integra os setores das finanças e da saúde. 

O documento acompanha, portanto, a forma como os governos — muitas vezes em parceria com a sociedade civil — utilizam o pacote Safer da OMS para reduzir os danos causados pelo álcool. 

Balanço dos avanços

O relatório traz também um balanço dos avanços alcançados desde 2018 na implementação do Plano de Ação Global sobre o Álcool 2022–2030. 

O evento online é aberto a Estados-Membros, parceiros, organizações da sociedade civil, pesquisadores e outras pessoas que atuam na área de políticas sobre álcool e prevenção de doenças não transmissíveis. 

A OMS destaca que a participação neste evento é reservada a pessoas sem conflitos de interesse com as indústrias do álcool, do tabaco e de armamentos. 

*Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra

Fonte: ONU

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Portugueses conseguem ter um segundo carro para as voltinhas?

0
A febre da eletrificação continua a ser o prato forte das marcas automóveis, com os governos e as fabricantes a tentarem enfiar-nos os elétricos...
- Advertisment -spot_img