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Alguém diz estar a vender 75 milhões de dados de clientes da Revolut

Se és cliente da Revolut, é provável que já tenhas visto passar a notícia: um criminoso está a oferecer, num fórum do submundo digital, uma base de dados que diria conter 75 milhões de dados de clientes da Revolut. O número é assustador. Mas, antes de entrares em pânico, há uma coisa que precisas de saber e que muitas manchetes vão esconder: isto não é, até agora, uma fuga de dados confirmada da Revolut.

Um criminoso publicou num fórum de cibercrime um anúncio a vender o alegado conjunto de dados por cerca de 500 dólares, um valor curiosamente baixo para uma base tão recente e volumosa, o que só por si levanta suspeitas. Segundo a amostra divulgada, os dados incluiriam informação parcial de cartões (últimos quatro dígitos, tipo de cartão, validade, estado), além de nomes, emails, números de telefone e palavras-passe cifradas.

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Até aqui, a alegação. O problema é que quase nada foi confirmado.

Vários investigadores de segurança analisaram a amostra e chegaram a conclusões que travam o alarme. A própria Revolut afirmou ter comparado os identificadores de utilizador e de cartão da amostra com os seus sistemas e concluiu que nenhum corresponde a um identificador real ou válido do banco. Disse ainda não ter encontrado, até ao momento, qualquer indício de uma violação de segurança.

Os investigadores independentes reforçam esta leitura. Não conseguiram verificar o número de 75 milhões de registos, não encontraram forma de ligar o conjunto a nenhuma fuga anterior conhecida, e apontam que os dados mais recentes da amostra são de meados de 2025. A hipótese mais provável, dizem, é que se trate de uma compilação de dados de várias fontes e de fugas antigas, empacotada e vendida como se fosse um incidente novo, uma prática comum no submundo digital para valorizar dados velhos.

Aqui está o ponto que interessa mesmo à tua segurança. Que a origem seja uma compilação antiga não torna o assunto inofensivo. Quando informações como o teu nome, email e número de telefone são reunidas e cruzadas, transformam-se numa ferramenta poderosa para phishing dirigido, ou seja, mensagens de fraude muito mais convincentes, porque quem as envia já sabe coisas verdadeiras sobre ti.

É esse o verdadeiro risco: não é que alguém tenha a chave da tua conta, mas que possa fingir ser a Revolut com dados suficientes para te enganar.

Independentemente de este caso se confirmar ou não, estas medidas protegem-te de qualquer variante:

Casos como este vão continuar a aparecer, com bancos e empresas diferentes, e muitas vezes com alegações exageradas ou por confirmar. A reação certa nunca é o pânico nem a indiferença, mas a vigilância.  Assume que o teu email e o teu número já andam por aí, e protege aquilo que realmente tranca a porta, a autenticação em dois passos e a desconfiança perante qualquer mensagem que te meta pressa.

 

Fonte: Zero Zero

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