Resumo
A Apple aumentou os preços dos Macs e iPads, mas continua a prosperar, prevendo-se recordes de quota de mercado em smartphones, portáteis, tablets e smartwatches para 2026. Apesar da crise dos componentes, a Apple mantém um crescimento consistente, enquanto a concorrência enfrenta dificuldades. A quota de mercado do iPhone deve subir para 25%, impulsionada pela queda nas vendas de marcas Android. Nos tablets, a Apple poderá atingir 39% de quota, devido à renovação da linha iPad e à procura nos mercados emergentes. No mercado de computadores, o Mac está a ganhar terreno, com uma previsão de subida para 12% de quota. O sucesso é atribuído ao novo MacBook Neo. Os smartwatches da Apple também se destacam, com previsão de quota de mercado de 23%. A fidelidade dos utilizadores ao ecossistema da Apple é evidente, mesmo com os preços mais altos.
Ou seja, mesmo depois de ter encarecido quase todas as suas linhas de produtos, as perspetivas para o final deste ano de 2026 são impressionantes. De facto, de acordo com os analistas da Counterpoint Research, a gigante de Cupertino vai alcançar uma quota de mercado recorde em três categorias vitais: smartphones, portáteis e tablets.
Todos aumentam. Mas, enquanto a concorrência derrapa e vende menos, a Apple continua a crescer a um ritmo alucinante.
No mundo dos smartphones, o cenário é sempre curioso.
Ou seja, a Counterpoint prevê que a quota do iPhone suba dos 23% para os 25% até ao final do ano. À primeira vista, isto parece estranho, até porque as previsões indicam que o número de envios de iPhones para as lojas vai estagnar em 2026. Então, como é que a Apple ganha terreno? É muito simples! As outras marcas do ecossistema Android estão a sofrer muito mais com a crise e vão enviar significativamente menos unidades para o mercado. No fundo, a Apple ganha por consistência.
Nos tablets, a história repete-se.
O mercado global de tablets está em queda devido à falta de memórias e a ajustes de stock. No entanto, a Apple deverá saltar dos 35% para os 39% de quota de mercado. O motor deste crescimento é o ciclo de renovação da linha iPad, aliado a uma procura muito forte que se continua a fazer sentir nos mercados emergentes.
Mas a verdadeira surpresa do ano chega do lado dos computadores. O Mac sempre foi um produto mais de nicho no mercado global, estabilizado nos 9% de quota. Mas os analistas apontam agora para uma subida rápida até aos 12% até ao fim do ano.
Estamos a falar de um crescimento projetado de 23% nas vendas de Macs face ao ano passado, isto num mercado de portáteis que vai tombar 11% no geral. O grande culpado deste sucesso tem um nome: o novo MacBook Neo, que tem sido um verdadeiro sucesso de vendas.
Para fechar o pacote, os relógios inteligentes também dão cartas. O segmento dos smartwatches está praticamente estagnado, com uma previsão de crescimento global de apenas 1%. Mas a Apple deverá saltar dos 20% para os 23% de quota de mercado nesta categoria, muito por culpa do sucesso do Apple Watch SE3 e do topo de gama Apple Watch Ultra 3.
No fim do dia, isto prova que a Apple tem uma resiliência única. Podem aumentar os preços o quanto quiserem que os utilizadores continuam a preferir manter-se dentro do ecossistema da maçã.
Fonte: Zero Zero






