Resumo
Autoridades de saúde de Moçambique iniciam campanha de vacinação contra a poliomielite em cinco distritos de Nampula, prevendo imunizar 800 mil crianças menores de 5 anos. A ação visa bloquear a propagação do vírus, com 1.315 equipas de vacinação mobilizadas até sábado, apoiadas pela OMS e UNICEF. A vacinação é crucial na prevenção da doença, que afeta o sistema nervoso central, causando paralisia. Moçambique tem intensificado esforços de imunização, alcançando coberturas superiores a 90% em campanhas anteriores. As autoridades destacam a importância das campanhas de bloqueio para evitar surtos e avançar na erradicação da poliomielite no país.
“Vamos realizar esta campanha com o objetivo de alcançar pouco mais de 838.612 indivíduos [crianças menores de 5 anos]”, disse o médico-chefe em Nampula, Geraldino Avalinho, citado esta quarta-feira pela comunicação social local.
A iniciativa insere-se numa ação de bloqueio da doença, com equipas de saúde mobilizadas para travar a propagação do vírus, sobretudo em zonas consideradas de risco.
Segundo o médico-chefe de Nampula, a campanha decorrerá entre quarta-feira e sábado, contando com um total de 1.315 equipas de vacinação distribuídas pelos distritos abrangidos, numa campanha que conta com apoio logístico da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), no quadro dos esforços nacionais para erradicação da poliomielite.
“Este vírus tem uma predileção pelo sistema nervoso central. Portanto, uma vez introduzido no organismo do ser humano, este migra e afeta as células nervosas, que vai fazer com que se desenvolva, por exemplo, uma paralisia”, explicou Geraldino Avalinho.
As autoridades de saúde reafirmaram que a vacinação continua a ser a principal forma de prevenção da doença, apelando à adesão das comunidades durante os dias da campanha.
Moçambique tem intensificado campanhas de imunização nos últimos anos, tendo vacinado mais de 20 milhões de crianças numa ação nacional realizada em julho de 2025, segundo dados da OMS.
Na mesma campanha, o país atingiu níveis de cobertura superiores a 90%, resultado de estratégias de mobilização comunitária e envolvimento de profissionais de saúde e líderes locais.
As autoridades consideram que campanhas de bloqueio como a de Nampula são essenciais para evitar novos surtos e consolidar os progressos rumo à erradicação da poliomielite no país.
Fonte: Observador






