Resumo
O Benfica prevê um lucro de 8,4 milhões de euros no orçamento para 2026/27, com receitas de 70 ME e despesas de 61,6 ME. O documento será discutido em Assembleia Geral a 27 de junho, destacando-se o crescimento da massa associativa e a valorização de ativos. A proposta inclui investimentos para reforçar a competitividade dos plantéis e a ambição desportiva. As principais fontes de receita são o merchandising (25,1 ME), as quotizações (23,5 ME) e os ‘royalties’ da marca Benfica (10,7 ME). Quanto às despesas, destacam-se os serviços externos (20,6 ME) e os gastos com pessoal (20,4 ME). A votação do orçamento será realizada após a AG que analisará o Relatório e Contas da época anterior. Os novos estatutos do Benfica prevêem a demissão automática da Direção em caso de rejeição do relatório de contas duas vezes, mas esta medida só se aplicará a partir do segundo ano do mandato de cada Direção.
«O Benfica entra na nova época mais forte, mais participado e mais preparado para o futuro. O crescimento da massa associativa, a aprovação de projetos estratégicos, a valorização dos seus ativos e os resultados positivos que se esperam alcançar demonstram que estamos a construir bases sólidas para um ciclo de desenvolvimento sustentado», lê-se na nota introdutória da proposta de orçamento.
O líder das águias sustenta que o orçamento permite ao clube «continuar a cumprir os seus compromissos, reforçar a competitividade dos plantéis e continuar a investir na ambição desportiva que define o Sport Lisboa e Benfica».
O orçamento aponta para rendimentos de 70 ME e gastos de 61,6 ME, valores que permitem projetar um resultado positivo de 8,4 ME. É um valor superior às duas épocas anteriores.
Do lado da receita, a principal rubrica continua o merchandising, com 25,1 ME (36 por cento), seguida das quotizações com 23,5 ME (34 por cento) e os ‘royalties’ da marca Benfica com 10,7 ME (15 por cento).
Já a despesa deverá atingir 61,6 ME, tendo como principais componentes os serviços externos, com 20,6 ME (33 por cento), e os gastos com pessoal, de 20,4 ME (33 por cento).
A proposta de orçamento, acompanhada pelo plano de investimentos e pelo parecer do Conselho Fiscal, será votada pelos sócios na AG em 27 de junho, às 14h00, após a reunião magna que vai apreciar o Relatório e Contas da época 2025/26, marcada para as 08h30.
Aprovados em março de 2025, os novos estatutos do Benfica introduziram um mecanismo que prevê a demissão automática da Direção caso o relatório de gestão e contas seja rejeitado duas vezes pela AG.
Contudo, os estatutos estabelecem igualmente que esse mecanismo apenas produz efeitos «a partir do segundo ano do exercício» de cada Direção, pelo que não poderá ser aplicado à equipa liderada por Rui Costa nas primeiras contas apresentadas após a eleição de outubro de 2025.
Fonte: TVI






