... só falta a fugida. A anormalmente pequena pré-época do Benfica está terminada. Encerrou-se com uma vitória segura frente ao Villarreal, terceiro classificado da Liga espanhola, por 2-0, num jogo que deu menos dores de cabeça a Marco Silva do que o primeiro teste televisionado, frente ao Flamengo.
Desta feita, o planeamento parece ter sido cumprido sem grandes contratempos, perante um adversário que realizou no Estádio do Algarve, nesta sexta-feira, o seu primeiro duelo de preparação. O Benfica foi de menos a mais durante os 90 minutos - após alguns erros naturais de pré-época na primeira parte, o brilhantismo de Rafa Silva e de Vangelis Pavlidis fizeram a diferença. E Marco Silva ganhou mais um central, sem precisar do mercado.
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A primeira parte foi típica de pré-temporada - com muito desacerto de parte a parte. Os meses de paragem ainda se fazem notar tanto na cara dos jogadores, como no entendimento entre jogadores e entre setores.
Maarco Silva apostou praticamete no mesmo onze apresentado diante do Flamengo. Mudou apenas o guarda-redes Trubin por Samuel Soares e retirou o lesionou Jaden Umeh, dando a titularidade ao reforço Jakub Kaminski. No papel, um 4-2-3-1 que, na maior parte do tempo, era um 4-4-2 (especialmente em momento defensivo).
Já se nota uma pressão alta do Benfica no meio-campo contrário, que foi dando frutos de vez em quando. Com bola, os atacantes – extremos e dupla da frente -, tentavam recuar para receber de costas para a baliza e libertar logo ao primeiro toque, mas faltava algum entendimento no último terço. Talvez pela fase inicial da temporada, alguns jogadores do Benfica falhavam no passe quase de forma displicente (Enzo e Sudakov, especialmente).
Os primeiros 45 minutos não tiveram uma grande chance de golo. Mas o Benfica foi mais perigoso. Aos 17m, Rafa Silva estava em boa posição para marcar. Porém, tinha de fazê-lo de cabeça, o que não é a sua especialidade. Atirou para as nuvens.
O mesmo Rafa que teve outra meia chance de golo dois minutos depois, mas faltou-lhe alguma sagacidade. A defensiva espanhola reagiu mais rápido. Luiz Júnior só viria a ser testado com um remate fraco e à figura de Pavlidis. Por uma ou outra razão, o perigo ficou guardado para a segunda parte.
Marco Silva não fez uma revolução ao intervalo, tal como seria expectável na pré-época. Com os jogos a doer aí à porta, preferiu dar minutos à equipa preferencial. Mudou apenas uma peça – Manu Silva entrou para central, rendendo Lenglet. Manu ficou ao lado de António, com o treinador a precaver uma falta de profundidade no setor defensivo nas próximas semanas. Não é uma posição nova - já lá tinha jogado no Feirense e V. Guimarães.
O Benfica entrou melhor na segunda parte, não permitindo investidas do Villarreal e marcando cedo. Rafa Silva teve um momento de génio, lançado por Pavlidis. O extremo surgiu entre os centrais, recebeu a bola de forma orientada e atacou a grande área. Perante a saída de Luiz Júnior, picou a bola com classe para o fundo das redes. Como quase sempre, nem celebrou.
Marco Silva operou depois as naturais mudanças. Já aos 70m, Tiago Gouveia e Gianluca Prestianni mereceram entrada. Kaminski e Sudakov (logo após sofrer uma entrada duríssima) foram os sacrificados. O argentino associado ao Trabzonspor teve um papel preponderante no 2-0.
Atuando como extremo, partiu para o centro, como gosta de fazer, e desmarcou Pavlidis na cara do golo. Rafa Silva deixou a bola passar. O grego trabalhou bem, tirando um defesa da frente, e rematou colocado para o fundo das redes. Motivação para o avançado em forma de golo.
Jovens da formação como Miguel Figueiredo, Daniel Banjaqui e Rui Silva ainda tiveram mais dez minutos para se mostrarem aos adeptos, cumprindo-os com eficácia. E Manu, que voltou ao meio-campo, continuou a mostrar créditos em cada lance que disputava. Contas feitas, só Anísio Cabral e os guarda-redes não entraram. E, já agora, António Silva foi aplaudido pelos adeptos quando saiu.
Agora, a maratona da nova temporada está prestes a começar. Na próxima quinta-feira, na Suíça, o Benfica começa a disputa por um lugar na fase de liga da Liga Europa, contra o St. Gallen. Um caminho mais longo do que seria expectável. Preparadas ou não, as águias, já fletidas na linha de partida, estão prestes a ouvir o tiro de... «fugida»!
Fonte: TVI





