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Bispos católicos exigem esclarecimento sobre morte de Dom Dsório Citora

Resumo

Bispos católicos africanos pressionam autoridades moçambicanas a esclarecer assassinato do Bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, exigindo investigação rápida, transparente e independente para identificar e responsabilizar os culpados. O Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar condena o ato como atentado aos valores de paz, justiça, dignidade humana e liberdade religiosa, apelando ao reforço da segurança de líderes religiosos e locais de culto. Os EUA oferecem ajuda na investigação do caso. Dom Osório Citora, de 54 anos, foi morto a tiro na sua residência episcopal, sendo também Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira.

Maputo, 10 Jun (AIM) – Os bispos católicos africanos exigem que as autoridades moçambicanas encontrem com urgência, os autores do assassinato do Bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso e o reforço da segurança dos líderes religiosos e dos locais de culto.

Na reacção, os bispos católicos do continente africano decidiram romper o silêncio e pressionar as autoridades judiciais moçambicanas a esclarecer o assassinato de Dom Osório Citora.

Na sequência da sua morte violenta, o Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar classificou o acto como um atentado aos valores fundamentais da paz, da justiça, da dignidade humana e da liberdade religiosa.

Num comunicado assinado em Acra, pelo Cardeal Fridolin Ambongo, Arcebispo de Kinshasa e Presidente do Simpósio, que a AIM teve acesso, os bispos exigem do Governo moçambicano uma investigação não apenas célere, mas também transparente e independente.

Os prelados consideram indispensável a identificação, captura e responsabilização criminal dos autores materiais, bem como dos eventuais cúmplices e mentores do crime.

“Exigimos que os responsáveis sejam identificados, processados e levados à justiça sem demora. O povo de Moçambique, a Igreja Católica e a comunidade internacional merecem conhecer a verdade”, lê-se na nota.

O documento refere ainda que, os bispos apelam ao reforço das medidas de segurança destinadas aos líderes religiosos e aos locais de culto.

“O Estado tem a solene responsabilidade de garantir que todos os cidadãos possam praticar livremente a sua fé, em segurança, sem receio de intimidação, violência ou perseguição”, sublinham.

Como forma de exigir que a morte de Dom Osório Citora não se transforme em mais um caso envolto no silêncio da impunidade, os bispos recorrem a uma passagem bíblica para reforçar a sua posição: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça”.

Face à gravidade e ao impacto deste crime, os Estados Unidos da América (EUA) já se disponibilizaram para prestar assistência às autoridades moçambicanas na investigação do caso.

Dom Osório Citora, foi atingido fatalmente com um disparo no coração durante a madrugada de sábado (06), na sua residência episcopal. Ele tina 54 anos e era membro do Instituto dos Missionários da Consolata.

Foi nomeado bispo de Quelimane em Julho de 2025 e também acumulava o cargo de Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira desde Abril de 2026.

(AIM)
Fernanda da Gama (FG)/PC

 

Fonte: aimnews


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