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Bomba de combustível encerrada após desvio de combustível na Matola

Resumo

O desvio de combustível numa bomba de abastecimento na Matola levou ao encerramento do estabelecimento e à revogação da licença do operador, após um vídeo amador circular nas redes sociais. O incidente ocorreu durante uma crise de combustível no país, onde um camião cisterna foi abastecido diretamente na bomba, desviando combustível do consumidor final. As autoridades energéticas encerraram a bomba e revogaram a licença do operador, enfatizando a gravidade da situação e alertando para as consequências legais. O operador terá agora de cumprir os procedimentos legais após ver o seu posto de venda de gás de cozinha também encerrado.

O desvio de combustível numa bomba de abastecimento na Matola terminou com o encerramento do estabelecimento e a revogação da licença do operador. O caso foi despoletado por um vídeo amador que circulou nas redes sociais, numa altura em que o país regista uma crise de combustível.

Enquanto milhares de automobilistas e transportadores passam horas à procura de combustível no Grande Maputo, um vídeo amador mostra as imagens de um camião cisterna a ser abastecido, directamente, numa bomba no bairro Tchumene.

O cenário gerou indignação pública, nas redes sociais, sobretudo porque, em meio à escassez, o combustível que deveria servir o consumidor final estava a ser canalizado para outro circuito de distribuição.

A prática foi considerada grave pelas autoridades do sector energético, que encerraram a bomba e revogaram a licença do operador, esta segunda-feira, após uma investigação conjunta da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis (DNHC), Inspecção-Geral do Ministério dos Recursos Minerais e Energia e Autoridade Reguladora de Energia.

“Constatamos que, de facto, esse posto abasteceu o camião cisterna, o que constitui uma violação grave à legislação em vigor. Esta é a acção máxima, a revogação da licença. Significa que esse operador já não poderá comercializar seus produtos aqui nesse posto”, explicou Emília Muchate, chefe do departamento de fiscalização da DNHC

As autoridades desencorajam práticas do género e avisam que a lei vai pesar sobre os prevaricadores.

Desde já, apelar a todos os operadores para não enveredar por essa prática que o posto de abastecimento é um local onde abastece apenas para o consumidor final”, acrescentou Muchate. Nesta altura, o operador que viu igualmente o posto de venda de gás de cozinha encerrado, terá de seguir os procedimentos legais subsequentes.

Fonte: O País

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