InícioRevistaSociedadeCerca de três mil alunos estudam em tendas após interdição de escola

Cerca de três mil alunos estudam em tendas após interdição de escola

Cerca de três mil alunos de uma escola pública continuam a frequentar as aulas em tendas, cinco meses depois da interdição do edifício principal, considerado inseguro por uma equipa técnica destacada pelo Governo.

A infraestrutura, composta por 18 salas de aulas, foi totalmente encerrada na sequência de uma avaliação realizada por engenheiros, incluindo técnicos do sector da Educação, que concluíram existir riscos para a segurança da comunidade escolar.

Enquanto aguardam pelo início das obras de reabilitação ou reconstrução, os estudantes assistem às aulas em 12 tendas instaladas no recinto da escola e em algumas salas de construção precária, erguidas com o apoio da comunidade.

Os alunos queixam-se das condições em que decorre o processo de ensino e aprendizagem. Entre as principais preocupações estão o intenso calor no interior das tendas, a incidência directa da luz solar sobre os cadernos, que provoca fadiga e dores de vista, a falta de energia eléctrica e a fraca iluminação em dias nublados ou de cacimba, dificultando a visualização do quadro.

Outra reclamação recorrente prende-se com o mau cheiro proveniente das casas de banho, cuja limpeza é considerada deficiente, afectando sobretudo os estudantes colocados nas tendas mais próximas das instalações sanitárias.

Os estudantes questionam ainda o destino das contribuições cobradas anualmente para a construção e melhoria das infra-estruturas escolares, alegando que, apesar dos pagamentos efectuados durante as matrículas, não se registam avanços visíveis nas obras.

A comunidade escolar manifesta igualmente preocupação com o estado do edifício interdito, defendendo uma nova avaliação técnica para evitar o risco de um eventual desabamento.Segundo os intervenientes, as promessas de intervenção têm-se repetido sem que, até ao momento, tenham sido concretizadas.

A direcção da escola confirma que a interdição das 18 salas foi uma medida preventiva recomendada pelos especialistas, permitindo salvaguardar a integridade física de alunos, professores e funcionários, enquanto se aguarda por uma solução definitiva para o regresso às aulas em condições adequadas.

Fonte: O País

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