Já há quem diga que o Volta tem de desaparecer, ou pelo menos tem de melhorar muito até ser implementado a 100%. Mas, a União Europeia quer mais, e isso parece significar proibir os packs de seis embalagens.
Prepara-te para carregar garrafas de água uma a uma!
Portanto, a caça ao plástico é obviamente boa para todos, mas as regras acabam por complicar a vida ao consumidor comum, e claro, a União Europeia quase nunca sabe quando parar. Assim, depois de nos obrigarem a lutar com aquelas tampas presas às garrafas que nos batem no nariz cada vez que tentamos beber um golo, e de obrigarem a implementação de sistemas do tipo do Volta, decidiram arranjar um novo alvo.
Agora, a nova meta da Comissão Europeia é acabar de vez com os tradicionais “packs de seis” de água, refrigerantes ou cervejas, obrigando os supermercados a vender as garrafas e latas estritamente à unidade.

Portanto, esta brilhante ideia vem do novo Regulamento Europeu relativo às embalagens. Bruxelas meteu na cabeça que o plástico retrátil, as anilhas e as películas que unem as garrafas nos pontos de venda são “resíduos desnecessários” e supérfluos. A filosofia deles é simples! Ou seja, se a embalagem serve apenas para juntar várias unidades e não para garantir o funcionamento do produto, tem de deixar de existir.
Como é óbvio, isto vai mudar por completo a forma como fazemos compras. Imagina o cenário! Em vez de agarrares num pack de água e o meteres no carrinho em dois segundos, vais ter de andar a empilhar garrafas soltas umas em cima das outras, rezando para que não rolem pelo supermercado fora. O civismo ecológico é muito bonito no papel, mas a logística do dia-a-dia parece não interessar a quem faz estas leis em gabinetes com ar condicionado.

Como seria de esperar, o setor das águas minerais e das bebidas já veio a público criticar fortemente a medida. Associações europeias relembram que estas embalagens coletivas não servem apenas para fazer publicidade. Elas têm uma função essencial na proteção do produto durante o transporte. E, acima de tudo, facilitam a vida ao consumidor na hora de carregar volumes pesados. Mudar as linhas de produção e a distribuição vai custar uma pipa de massa às empresas, um custo que, podes escrever o que te digo, vai acabar por refletir-se no preço final de cada garrafa.
Fonte: Zero Zero





