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Moçambique lança plano de 153 milhões de euros para reduzir mortalidade infantil até 2030

Moçambique pretende reduzir até 2030 a mortalidade infantil, até cinco anos, de 60 para menos de 35 por mil nados-vivos, conforme um plano lançado esta segunda-feira, orçado em mais de 175 milhões de dólares (153,3 milhões de euros).

“Queremos assegurar que todas as crianças, independentemente do seu local de nascimento, o seu sexo ou condição socioeconómica tenham acesso aos cuidados de saúde de forma igual, equitativa e sustentável e sobrevivam a vários desafios que encontram nas várias etapas da vida”, disse o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes.

O responsável falava em Maputo, no lançamento do Plano de Ação para a Sobrevivência Infantil (PASI 2026-2030), coordenado pelo Ministério da Saúde, instrumento orientado para acelerar a redução da mortalidade infantil em Moçambique através da expansão e melhoria do acesso a cuidados primários de saúde de qualidade, do reforço da nutrição, da imunização e da resposta às principais causas de mortalidade entre crianças.

Segundo Quinhas Fernandes, os principais objetivos estratégicos do plano são o fortalecimento das ações de sobrevivência infantil, a garantia de financiamento e o reforço da disponibilidade e distribuição equitativa de medicamentos, insumos e infraestruturas, de forma a assegurar o fornecimento de serviços de qualidade aos cidadãos.

O PASI 2026-2030 tem um orçamento estimado em pouco mais de 175 milhões de dólares e visa melhorar a saúde infantil, tendo Quinhas Fernandes destacado que Moçambique reduziu consideravelmente a mortalidade de crianças menores de cinco anos entre 2000 e 2023, passando de 152 para 60 por mil nados-vivos.

O plano pretende igualmente contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, mas o país admite que os números atuais continuam elevados e pretende travar mortes por prematuridade, asfixia ou trauma, anomalias congénitas, infeções neonatais e outras consideradas “preveníveis ou evitáveis”.

“É um número bastante elevado [60 por mil], embora reconheçamos os progressos que fizemos. Mas 60 em cada mil nascimentos vivos ainda é um número que nos deve preocupar, sobretudo porque sabemos que muitas destas crianças morrem de causas evitáveis”, disse Quinhas Fernandes.

Durante o lançamento do plano, a primeira-dama de Moçambique, Gueta Chapo, defendeu que são necessários mais esforços para salvar crianças de mortes evitáveis.

“Que façamos da sobrevivência infantil um verdadeiro movimento de cidadania, que una o Estado, o setor privado, os parceiros nacionais e internacionais, às comunidades e a todas as famílias. A vida de uma criança tem apenas uma bandeira, a bandeira da República de Moçambique”, disse Gueta Chapo.

Para a responsável, salvar menores de cinco anos das doenças não é apenas papel do executivo, tendo pedido ações concretas das famílias moçambicanas, líderes comunitários e religiosos, parceiros, profissionais de saúde, professores e órgãos de comunicação social para proteger as crianças.

Uma nação mede a grandeza do seu futuro pela forma como protege aqueles que ainda não têm voz para defender os seus próprios direitos. Cada criança que nasce representa uma promessa, um sonho, uma oportunidade para continuar a construir um Moçambique melhor, justo, forte e mais saudável e mais próspero”, disse a primeira-dama de Moçambique.

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Fonte: Observador

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