Maputo, 20 Jul (AIM) – O Governo reafirmou hoje (20), em Maputo, que a água deve constituir um instrumento de inclusão social, desenvolvimento económico e redução das desigualdades.
A visão foi defendida pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael,na abertura da Reunião Nacional de Indução e Alinhamento Institucional da Águas de Moçambique.
“A água deve constituir um factor de inclusão social, desenvolvimento económico e redução das desigualdades territoriais. Esta visão deve orientar cada decisão que tomarmos e cada projecto que implementarmos”, afirmou.
De acordo com o ministro, as reformas em curso no subsector e a implementação do Programa ProÁguas 2026–2036 devem traduzir-se em mais acesso à água potável e ao saneamento para todos os moçambicanos.
O ministro anunciou que o ProÁguas prevê, até 2036, 876.335 novas ligações domiciliárias de água, a construção de 5.336 fontanários e 20.074 fontes dispersas, para ampliar o acesso ao abastecimento em todo o país.
No saneamento, o programa estabelece a construção de novas infra-estruturas e a transformação de 3,69 milhões de agregados familiares em comunidades livres de fecalismo a céu aberto (LIFECA).
Rafael explicou que as reformas institucionais e o ProÁguas fazem parte do mesmo processo de transformação do sector. Segundo disse, o objectivo é fortalecer as instituições e melhorar a prestação dos serviços.
O governante reiterou que o desempenho das novas empresas será medido pelo número de famílias com acesso à água, pela melhoria da continuidade do abastecimento, pela redução da água não facturada e pela sustentabilidade financeira.
Durante a reunião, orientou as Sociedades Empresariais de Água e Saneamento a acelerar a execução dos projectos, avaliar o estado dos sistemas existentes e redimensionar as infra-estruturas que já não respondem ao crescimento da procura.
(AIM)
SNN/pc
Fonte: aimnews




