Maputo, 22 de Julho (AIM) – Os projectos energéticos em desenvolvimento na bacia do Rovuma, provincia de Cabo Delgado, zona norte de Mocambique, representam um investimento estimado em mais de 50 biliões de dólares norte-americanos.
Os dados foram partilhados hoje, em Maputo, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a abertura do Mozambique CEO Summit.
Segundo o Chefe do Estado, os projectos Coral Sul FLNG e Coral Norte, liderados pela petrolífera italiana ENI, o Mozambique LNG, desenvolvido pela TotalEnergies, e o Rovuma LNG, da ExxonMobil, reforçam a confiança internacional no potencial energético de Moçambique e abrem uma nova fase para o desenvolvimento económico do país.
Para Daniel Chapo, estes investimentos devem produzir impactos que vão muito além da exportação de gás natural liquefeito.
“O objectivo do Governo é utilizar estes grandes projectos como uma plataforma para acelerar a industrialização, aumentar a capacidade produtiva nacional, criar emprego qualificado e fortalecer o tecido empresarial moçambicano”, disse.
O Presidente defendeu que os investimentos na bacia do rovuma devem promover a formação de quadros nacionais, estimular a participação das empresas moçambicanas na cadeia de fornecimento e contribuir para o desenvolvimento económico da região da SADC.
Na sua visão, o potencial energético do país pode posicionar Moçambique como um importante centro regional de produção e distribuição de energia.
Paralelamente, considera que a disponibilidade de energia poderá criar condições para atrair investimentos em infra-estruturas digitais, incluindo centros de processamento de dados e tecnologias associadas à inteligência artificial, diversificando a base económica nacional.
reiterou que os grandes investimentos devem estabelecer ligações efectivas com a economia doméstica. “os projectos devem criar oportunidades para as micro, pequenas e médias empresas, promover a transferência de conhecimento, respeitar as comunidades locais, proteger o ambiente e cumprir integralmente a legislação moçambicana”, salientou.
Destacou a aprovação da Lei do Conteúdo Local como um instrumento fundamental para garantir que uma parte significativa dos benefícios económicos permaneça no país.
Segundo o Chapo, o conteúdo local não deve ser visto como uma exigência administrativa, mas como uma política de desenvolvimento destinada a fortalecer as empresas nacionais, qualificar a mão-de-obra moçambicana e aumentar a participação dos cidadãos na riqueza gerada pelos recursos naturais.
“A estratégia do Governo passa igualmente pela utilização responsável dos recursos energéticos, pela diversificação da matriz energética, pela expansão das energias renováveis e pelo aumento do acesso à energia em todo o território nacional”, disse.
Segundo PR, os investimentos em curso na bacia do rovuma representam uma oportunidade histórica para transformar o potencial energético de Moçambique em desenvolvimento económico sustentável.
Para o Chefe do Estado, o sucesso destes projectos dependerá da capacidade de gerar valor acrescentado, promover o conteúdo local e assegurar que os benefícios do gás natural se traduzam em mais emprego, maior competitividade e melhores condições de vida para os moçambicanos.
(AIM)
Paulino Checo/
Fonte: aimnews






