Maputo, 06 Ago (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou hoje, em Maputo, um apelo aos moçambicanos para que preservem e transformem em prática quotidiana o legado de paz, amor, humildade, reconciliação e esperança deixado pelo Cardeal Dom Júlio Duarte.
No final da cerimónia fúnebre, realizada hoje, na cidade de Maputo, o Chefe do Estado afirmou que a sua presença representava a homenagem de todo o povo moçambicano a uma das mais respeitadas figuras da Igreja Católica no país.
“Viemos aqui, em nome do povo moçambicano, prestar a nossa homenagem ao Dom Júlio Langa”, declarou o Presidente.
Segundo PR, o Cardeal consagrou toda a sua existência ao serviço de Deus e dos homens, tornando-se um símbolo de convivência pacífica e fraternidade entre os moçambicanos.
Para Daniel Chapo, a maior homenagem que o país pode prestar ao prelado não se resume às cerimónias de despedida, mas à preservação dos valores que nortearam a sua missão pastoral. Amor ao próximo, humildade, fé, paz e reconciliação constituem, segundo afirmou, a herança mais preciosa deixada por Dom Júlio Langa às presentes e futuras gerações.
O Presidente recordou que o Cardeal viveu fiel aos ensinamentos de Cristo, fazendo do mandamento do amor o centro da sua missão evangelizadora e da sua relação com as comunidades.
“Como sabem muito bem, foi um homem que sempre cumpriu aquilo que Cristo disse quando partiu, de uma forma muito clara, que ‘amai-vos uns aos outros'”, afirmou.
Numa altura em que Moçambique continua empenhado na consolidação da paz e da reconciliação nacional, Daniel Chapo destacou que a vida de Dom Júlio Langa constitui um exemplo intemporal de diálogo, união e fraternidade.
“Dedicou toda a sua vida à pregação da palavra de Deus, ao amor ao próximo, à fé e, sobretudo, àquilo que nós, neste momento, procuramos consolidar como moçambicanos: a comunhão entre irmãos, a união, a paz, a reconciliação e o amor ao próximo”, sublinhou.
O Chefe do Estado defendeu que a memória do Cardeal apenas permanecerá viva se os princípios que orientaram a sua caminhada forem assumidos como compromisso colectivo dos moçambicanos.
“Creio que a melhor forma de homenagearmos Dom Júlio Langa é continuarmos a viver estes princípios como irmãos moçambicanos, para que reine a paz em Moçambique, reine a reconciliação e continuemos a amar-nos uns aos outros”, concluiu.
Aos 98 anos, Dom Júlio Duarte Langa despediu-se da vida terrena, mas deixou um património espiritual que transcende gerações. Num país que continua a procurar caminhos de unidade, a sua voz silencia-se para sempre, mas permanece viva na memória dos que encontraram na sua simplicidade, na sua fé inabalável e na sua dedicação ao próximo um exemplo de esperança e de humanidade.
O Cardeal faleceu no passado dia 3 de Agosto, aos 98 anos de idade.
Fonte: aimnews






