Chimoio, 23 Ago (AIM) — O Presidente da República e da Frelimo, Daniel Chapo, apelou este domingo aos moçambicanos para reforçarem a defesa da paz, da segurança e da unidade nacional, considerando estes factores indispensáveis para o desenvolvimento e a construção de um país mais próspero.
“Todos nós temos de estar vigilantes para combatermos todos os males que retardam o nosso desenvolvimento. Como povo, devemos estar atentos às manipulações que podem nos dividir. Não há nenhuma nação que se desenvolva sem paz”, afirmou Chapo, defendendo o envolvimento de todos na preservação da estabilidade nacional.
O Chefe do Estado falava num comício realizado no bairro Heróis Moçambicanos, na cidade de Chimoio, onde apresentou algumas das principais decisões tomadas durante a XI Conferência Nacional de Quadros da Frelimo, que terminou este domingo naquela cidade.
Chapo apontou a persistência do terrorismo na província de Cabo Delgado como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do país e apelou à união dos moçambicanos para enfrentar os desafios nacionais.
“Enquanto continuarmos a ter o terrorismo na província nortenha de Cabo Delgado, mesmo que trabalhemos, não teremos desenvolvimento. Temos de estar unidos para resolvermos os problemas que preocupam os moçambicanos. Queremos o vosso apoio para a edificação de um país desenvolvido”, declarou.
Segundo Chapo, os três dias de debate da conferência permitiram à Frelimo identificar e discutir questões que afectam directamente a vida da população, com destaque para a segurança alimentar.
“Depois dos 51 anos da nossa independência e 64 da criação da Frelimo, decidimos vir reunir aqui em Chimoio com o nosso povo para discutir os problemas do país. Percebemos que realmente existem muitas preocupações que têm a ver, por exemplo, com a segurança alimentar”, afirmou.
O Presidente defendeu, neste contexto, a necessidade de reforçar a agricultura para aumentar a produção e reduzir a fome no país.
“Sabemos que onde há fome todos falam e ninguém tem razão. Por isso, vamos trabalhar na agricultura para termos segurança alimentar”, disse.
Na área da saúde, Chapo destacou a necessidade de garantir não apenas a existência de hospitais e centros de saúde, mas também o seu funcionamento adequado, através da disponibilização de medicamentos, ambulâncias e profissionais capazes de atender a população com dignidade.
O combate à corrupção foi igualmente apontado como uma das prioridades saídas da conferência.
Chapo condenou práticas de cobrança ilegal de dinheiro para o atendimento de pacientes ou para o acesso a vagas na função pública e no sector privado, sublinhando, contudo, que tais comportamentos não representam a totalidade dos funcionários.
“Não são todos enfermeiros ou funcionários que cobram dinheiro no serviço público. Mas, como Frelimo, reflectimos e achamos que devemos acabar com esse mal para o bem da população”, afirmou.
Emprego e investimento
O desemprego juvenil foi outro dos problemas destacados pelo Presidente da República. Chapo reconheceu que muitos jovens concluem a sua formação sem encontrar oportunidades de trabalho e defendeu a atracção de investimentos e a instalação de mais indústrias como forma de criar emprego.
Entre as decisões apresentadas está igualmente a aposta na reabilitação e manutenção das estradas, medida que, segundo o Presidente, deverá facilitar o escoamento da produção agrícola das zonas rurais para os centros urbanos.
“Isso permitirá escoar os produtos do campo para as zonas urbanas, para os vendermos e aumentar a renda familiar, bem como desenvolver Moçambique”, explicou.
Educação, água e energia entre as prioridades
Na educação, a Frelimo deverá priorizar a construção de mais salas de aula e o apetrechamento das escolas com carteiras e outro material escolar.
A expansão da rede de energia eléctrica e do acesso à água potável nas zonas rurais também figura entre as áreas consideradas prioritárias.
Chapo afirmou que, sendo a Frelimo um partido que se assume como estando ao serviço do povo, a sua missão é trabalhar para responder aos problemas da população e criar melhores condições de vida.
A XI Conferência Nacional de Quadros, segundo explicou, encerra uma etapa de reflexão iniciada a 15 de Janeiro, a partir das bases do partido, onde foram identificados os principais problemas enfrentados pelas comunidades, com vista à definição de respostas para uma melhor governação.
AIM/Redacção
Fonte: aimnews







