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Chapo desafia universidades a formar capital humano produtivo

Maputo, 06 Jul (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje que as universidades moçambicanas devem centrar-se na formação de capital humano produtivo e empregável, capaz de responder às exigências da industrialização, da modernização da agricultura e da transformação económica do país.

Intervindo na abertura da Conferência Nacional do Ensino Superior, Chapo afirmou que o sector deve afirmar-se como um dos pilares estratégicos da transformação estrutural da economia, formando profissionais aptos a liderar os principais sectores de desenvolvimento.

“As nossas universidades devem formar o capital humano produtivo e empregável, necessário para industrializar o país, desenvolver cadeias de valor, modernizar a agricultura, desenvolver tecnologias, melhorar a governação pública, acelerar a digitalização e aumentar a competitividade da nossa economia”, afirmou.

O Chefe do Estado sustentou que Moçambique necessita de uma nova geração de engenheiros, agrónomos, médicos, cientistas, especialistas em tecnologias digitais, investigadores e inovadores capazes de transformar os recursos nacionais em riqueza e a juventude numa força produtiva.

Neste contexto, defendeu um reforço do investimento nas áreas STEM (Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática), sem descurar o contributo das ciências sociais e humanas para o fortalecimento da cidadania, da governação e da identidade nacional.

Segundo Chapo, uma das prioridades passa por aproximar as universidades da economia real, reforçando a ligação entre o ensino superior e o sector produtivo.

“A relevância do ensino superior mede-se pela sua capacidade de responder aos desafios reais da sociedade”, afirmou, acrescentando que uma universidade relevante forma profissionais competentes, produz conhecimento útil, influencia políticas públicas, promove inovação e contribui para melhorar a qualidade de vida das comunidades.

Defendeu igualmente o reforço da investigação científica aplicada, considerando que o país não precisa de ciência confinada às teses académicas, mas de investigação orientada para a resolução de problemas concretos e para o desenvolvimento sustentável.

Sublinhou ainda que a transformação digital do ensino superior constitui um imperativo estratégico, defendendo universidades dotadas de laboratórios modernos, plataformas de ensino híbrido, sistemas integrados de gestão académica e maior capacidade de produção científica.

Manifestou também preocupação com o desemprego juvenil, advertindo que o ensino superior não pode transformar-se numa “fábrica de licenciados em desemprego”.

Para inverter esta situação, apelou à formação de jovens capazes de criar empresas, desenvolver soluções inovadoras e liderar processos de transformação económica e social, através do empreendedorismo e de iniciativas locais.

Chapo concluiu que a transformação do ensino superior não é responsabilidade exclusiva do Governo, mas uma missão nacional que exige o envolvimento das universidades, docentes, estudantes, sector privado, parceiros de cooperação e da sociedade.

Na mesma ocasião, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, afirmou que a realização da Conferência Nacional do Ensino Superior transforma a capital do país no centro da reflexão estratégica sobre o futuro do conhecimento em Moçambique.

Segundo Manhique, o encontro decorre num contexto de profundas transformações económicas, sociais e tecnológicas, impulsionadas pela inteligência artificial, digitalização, alterações climáticas e transição energética, factores que exigem universidades mais fortes e capazes de formar profissionais preparados para responder aos desafios do desenvolvimento.

Defendeu, por isso, um ensino superior mais próximo das comunidades e das necessidades do país, sublinhando que as instituições devem contribuir para melhorar os serviços públicos, fortalecer a economia local e aumentar a competitividade nacional.

Acrescentou que o Município de Maputo considera as universidades e os centros de investigação parceiros estratégicos do desenvolvimento urbano, numa altura em que desafios como a mobilidade, o saneamento, o ordenamento territorial, a gestão de resíduos sólidos, a habitação e a adaptação às mudanças climáticas exigem soluções assentes no conhecimento científico.

Reiterou, por isso, o compromisso do município em reforçar a cooperação com as instituições de ensino superior, para que o conhecimento produzido nas salas de aula e nos laboratórios tenha aplicação prática na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e no desenvolvimento sustentável da capital.

(AIM)

SNN/pc

 

Fonte: aimnews

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