Quase dez anos depois do início dos ataques terroristas em Cabo Delgado, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos ainda não tem provas de casos de violação de Direitos Humanos denunciados pela população e pela sociedade civil.
“Os insurgentes, por terem capturado alguns membros das forças armadas também acabam levando aquele uniforme e o vestem, e isso pode parecer aos que vêem os ataques, que estão a ver os membros das Forças Armadas. É preciso, primeiro, confirmar, mesmo através das próprias autoridades, o que efectivamente pode ter acontecido, e, a partir daí, dar continuidade”, explicou Albachir Macassar, presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos.
Apesar da falta de provas, a Comissão Nacional de Direitos Humanos reconhece a existência de casos de violação dos Direitos Humanos em Cabo Delgado, e agora está a investigar denúncia de assassinatos frequentes de pescadores no litoral do distrito de Mocimboa da Praia.
“Nós recebemos esta comunicação, neste momento estamos a seguir este caso e fomos consultar o próprio comando, para podermos dar continuidade”, explicou.
Assassinatos de civis, prisões arbitrárias e desaparecimento de pessoas são alguns dos casos de violação de Direitos Humanos mais denunciados em Cabo Delgado.
Fonte: O País


